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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Astrônomo do Vaticano: 'Não estamos atrás de alienígenas para evangelizá-los'

O primeiro registro sobre um observatório do Vaticano é de 1582
  • O primeiro registro sobre um observatório do Vaticano é de 1582
No topo de uma montanha no sudoeste dos Estados Unidos, no Observatório do Vaticano, padres católicos estudam planetas habitáveis - o que pode parecer estranho para muita gente, dado as grandes diferenças, algumas incompatíveis, entre ciência e religião.

Para os próprios padres, no entanto, a pesquisa no observatório representa uma forma de "se conectar com o criador".

"Não, nós não estamos fazendo nada estranho", disse à BBC o vice-diretor do observatório do Vaticano, padre Paul Gabor. "Nós estamos realmente fazendo ciência, não estamos atrás de alienígenas para evangelizá-los'".

Os dez astrofísicos empregados pela igreja dizem que estão tentando conquistar avanços sobre o conhecimento que temos atualmente sobre o universo.

"O Observatório do Vaticano é uma operação muito pequena por causa da maneira curiosa como recrutamos nossos funcionários. Em outras palavras, para trabalharmos aqui, precisamos ser padres", explicou o padre Gabor.

Cientistas, entretanto, dizem que há razões para não se confiar em pesquisas patrocinadas por religiões.

"Levando em consideração a natureza sobre o que é requisitado para trabalhar no Observatório do Vaticano, você não iria esperar que os melhores cientistas fossem querer fazer parte disso, porque os melhores cientistas, em geral, são ateus", disse o físico também ateu, Lawrence Krauss.

"Até pelo senso intelectual, claro que ciência e a doutrina das religiões mundiais são completamente incompatíveis. E isso tem sido assim por séculos e séculos."

Ciência e religião

Essa crítica, porém, é rechaçada pelos astrônomos do Vaticano. Para eles, especialmente na astrofísica, os limites entre ciência e religião não existem.

O Observatório do Vaticano foi transferido para Tucson, no Arizona, em 1981, quando a qualidade ruim do ar da Itália tornou impossível a continuidade das pesquisas por lá. Desde então, os trabalhos dos astrônomos católicos têm sido feitos da Universidade do Arizona.

"Acho que pessoas que são destinadas para as grandes questões sobre fé também estão destinadas à astronomia, porque nela você também faz grandes questionamentos", comentou Buell Jannuzi, chefe do observatório da Universidade do Arizona.

A primeira menção a um observatório do Vaticano de que se tem registro é de 1582, mas sua existência só foi confirmada oficialmente em 1891, pelo papa Leão 13.

À época, ele disse que seu objetivo era deixar claro que a Igreja Católica Romana "não se opunha à verdadeira e sólida ciência".

O padre jesuíta Paul Gabor acredita que, se há outros planetas habitáveis no universo, provavelmente deve haver vida neles. Ele diz também que consegue, cada vez mais, entender a grande conexão entre astrofísica e religião.

"Quem tenta entender isso consegue ver que o universo, de fato, quer ser compreendido."

sábado, 19 de julho de 2014

É possível criar um “drogômetro”?


Aparelho pode ajudar a verificar se substâncias encontradas em cenas de crimes são ou não ilícitas

Há muito tempo já existe o bafômetro. Esse aparelho portátil, por meio de reações químicas, fornece informações sobre a ingestão ou não de bebidas alcoólicas. Ele é usado principalmente por policiais, já que dirigir alcoolizado é um crime. Mas e se alguém ingeriu alguma droga ilícita? É possível que o policial afirme com certeza que essa pessoa não poderia estar dirigindo? É complicado, já que até o momento não existem aparelhos como o bafômetro que detectam se alguém está drogado.
ImagemPela aparência, não dá para saber que substância é essa
Porém, um grupo coordenado por Marcelo Firmino de Oliveira, do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto, resolveu criar um aparelho que poderá auxiliar os policiais e os peritos na identificação de drogas de abuso. Por enquanto, ainda não foi desenvolvido um método para verificar se a pessoa usou ou não a droga, portanto não é ainda um “drogômetro”, mas é um aparelho que poderá verificar se substâncias encontradas em cenas de crimes são ou não ilícitas.
Esse aparelho ajudará, assim, a identificar drogas como cocaína, maconha, LSD e ecstasy. Para os peritos, é difícil confirmar se uma substância é ou não uma droga, já que a cocaína, por exemplo, é um sólido branco muito parecido com amido de milho ou farinha, enquanto o ecstasy é vendido na forma de comprimidos que podem ser disfarçados, podendo ser confundidos, por exemplo, com medicamentos.
ImagemMarcelo Firmino coordenou a pesquisa
Tal aparelho funciona com eletrodos quimicamente modificados. Assim, quando em contato com a droga, há uma reação eletroquímica que mostra se a substância é ou não a droga. Até o momento, os testes são feitos com reagentes colorimétricos. Por meio de uma reação química, cuja evidência é a mudança de cor, o perito sabe se a substância é ou não uma droga. Porém, a reação química não é tão específica, pois o perito pode encontrar uma substância que parece ser cocaína, que é ilícita, quando na verdade é a lidocaína ou a procaína, que são substâncias lícitas, usadas como analgésicos.
Outros aparelhos já bem conhecidos e usados pelos cientistas, como o cromatógrafo a gás, também podem ser usados com muita especificidade. Mas esses aparelhos são caros, pesados, grandes e não podem ser levados para a cena do crime. Assim, a amostra deve ser levada para um laboratório.
ImagemAparelho inventado por Marcelo
O aparelho inventado por Marcelo é mais específico que o método colorimétrico e mais portátil que o cromatógrafo a gás. Além de verificar se é ou não uma substância ilícita, ainda mostra a quantidade de substância que está presente na amostra. Esse valor é determinado por meio da corrente elétrica que é gerada na reação eletroquímica. Sabendo o teor da droga na amostra, os policiais podem saber de onde ela veio e, assim, podem ir atrás do traficante.
Tomara que a pesquisa avance e que, em breve, seja possível saber por um aparelho semelhante ao bafômetro se uma pessoa ingeriu ou não determinada droga, sem ser preciso fazer um exame toxicológico de sangue. Só a existência desse “drogômetro” já poderia diminuir a ingestão de drogas de abuso por motoristas, que ficariam preocupados com altas multas, prisões e outras sanções legais.
Publicada em: 14/07/2014

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Aeronáutica do Chile divulga imagem que confirma observação de OVNI

Objeto não identificado em Collahuasi, no Chile (Foto: CEFAA)Objeto não identificado em Collahuasi, no Chile (Foto: CEFAA)
Santiago do Chile, 1 jul (EFE).- Cientistas do "Centro de Estudos de Fenômenos Aéreos Anômalos" (CEFAA), vinculada à direção geral de Aeronáutica Civil do Chile, concluíram que uma observação de abril de 2013 é mesmo de um objeto voador não identificado (OVNI), e divulgaram nesta terça-feira as imagens do objeto.
Após um ano de análise com cientistas de alto nível, "que geralmente são muito céticos", o órgão concluiu que a observação de abril de 2013 no norte do Chile se tratava de "um Objeto Voador Não Identificado (Ovni), pois não se parece com nada conhecido", explicou hoje à Agência Efe Ricardo Bermúdez, diretor do CEFAA.
O titular do CEFAA, único órgão do tipo no mundo, negou que se trate de uma "desclassificação" da imagem porque, afirmou: "nós não temos segredos".
Nesta matéria "ninguém é dono da verdade, por isso optamos por compartilhar a informação que temos, não ocultá-la", explicou Bermúdez, que ressaltou que o Chile, "é o único país onde existe total transparência" no que se refere aos OVNIS.
"Trabalhamos abertamente com quem avista objetos voadores, que geralmente são pilotos de avião ou operadores de radar, mas também com pessoas comuns que costumam filmá-los ou fotografá-los", ressaltou.
Uma das fotografias tiradas na mina mostra um disco no centro do céu limpoUma das fotografias tiradas na mina mostra um disco no centro do céu limpo
Segundo ele astrônomos, químicos, universidades, Forças Armadas e polícia também participam da análise de testemunhos e imagens, que "na maioria das vezes resultam ser aves, globos aerostáticos, sondas ou outro tipo de objetos sem mistério", detalhou.
Neste caso, 35 trabalhadores e profissionais da mina Collahuasi, situada a 4.300 metros acima do nível do mar, na região de Tarapacá, viram e fotografaram um disco prateado que se manteve visível por cerca duas horas, a cerca de 600 metros de altitude, em um dia absolutamente limpo, sem nenhuma nuvem no céu, em meados de abril de 2013.
"Era um disco prateado, de uns dez metros de diâmetro, que fez deslocamentos verticais e horizontais que nenhum avião pode realizar, mas que parecia seguir um plano de voo predeterminado", explicou Bermúdez.
O objeto passou a fazer parte dos 3% de visualizações registradas no Chile desde 1998 que foram reconhecidos oficialmente como OVNIS. EFE

domingo, 22 de junho de 2014

Darpa estaria desenvolvendo chips que podem implantar ou apagar memórias

Um chip no cérebro capaz de implantar e remover memórias é a possível nova tecnologia da Darpa para mentes humanas no futuro. A agência militar norte-americana, segundo a imprensa internacional, já estaria desenvolvendo primeiras unidades do pequenos produtos, que podem ser bastante polêmicos.
Chip criado pela DARPA pode inserir memórias falsa no cérebro (Foto: Divulgação/IBM)Chip criado pela DARPA pode inserir memórias falsa no cérebro (Foto: Divulgação/IBM)

Os cientistas acreditam que possa estar começando uma “era dourada” nesse campo. Apesar de parecer um pouco assustadora, a ideia pode ser útil para o tratamento de várias doenças, especialmente relacionadas a depressão, vícios e ansiedade.
“Eles parecem estar a todo vapor neste tipo de tecnologia. Querem implantar chips nos cérebros. Seria como uma prótese. Ao invés de mover o seu braço, você já estaria fixando uma memória. Mas não tenho ideia de como eles fariam isso”, afirmou.
A possibilidade de “programar mentes”, o que já vem sendo testado com ratos há algum tempo, parece já estar próxima de ser uma realidade. O especialista e neurocientista Joseph LeDoux afirma que não sabe como isso será feito, mas que certamente vai acontecer em breve.
Recentemente, a mesma Darpa causou polêmica com outras duas tecnologias: chips para autenticação de informações biométricas e tatuagens eletrônicas que permitiriam leitura de informações das mentes dos usuários.
Men in Black (MIB) e o Neuralyzer, que apaga memórias (Foto: Reprodução/MIB)Men in Black (MIB) e o Neuralyzer, que apaga memórias (Foto: Reprodução/MIB)

A tecnologia da Darpa lembra o neuralyzer, um dispositivo usado pelos personagens do filme Men in Black (MIB), no Brasil, Homens de Preto. No formato de um tubo metálico, o aparelho dá um flash brilhante que apaga as memórias do passado de horas antes, dias, semanas, meses ou mesmo anos.
Via Global Research   por   Para o TechTudo

domingo, 17 de novembro de 2013

Viagens animais: Conheça a história de cachorros, gatos e macacos que conquistaram os céus

 

Recentemente, um sapo intrometido ganhou destaque nas notícias sobre exploração espacial: em meio ao lançamento de uma sonda em direção à Lua, o anfíbio enxerido apareceu voando em uma das fotos do evento. Calma, sapos não voam – ele foi arremessado pela força do foguete!
O sapo intrometido foi flagrado no lançamento do Explorador de Atmosfera e Ambiente de Pó Lunar (Ladee, na sigla em inglês), que vai estudar a finíssima atmosfera lunar. Seu paradeiro após o episódio é desconhecido (Foto: Nasa)
O sapo intrometido foi flagrado no lançamento do Explorador de Atmosfera e Ambiente de Pó Lunar (Ladee, na sigla em inglês), que vai estudar a finíssima atmosfera lunar. Seu paradeiro após o episódio é desconhecido (Foto: Nasa)

Até agora, ninguém descobriu se o sapo sobreviveu, mas o episódio serve para recordar a longa relação entre animais e espaço: você sabia que eles chegaram à órbita da Terra antes mesmo dos humanos?
Tudo começou nos anos 1950, quando Estados Unidos e União Soviética travavam a corrida espacial, uma disputa pela liderança tecnológica e para ser o primeiro país a levar o homem à Lua – conquista atingida pelos norte-americanos em 1969.
Nesse período, diversos animais foram enviados ao espaço. “As viagens ajudaram a entender o efeito da microgravidade e da radiação sobre organismos complexos”, explica a médica especializada em fisiologia espacial Thais Russomano, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. “Esse conhecimento foi importante para compreender como o ambiente espacial poderia afetar o ser humano”.
O primeiro passo espacial nessa trajetória foi dado com as patas da famosa cadela soviética Laika, em 1957. Única tripulante da nave Sputnik 2, ela deveria permanecer alguns dias em órbita da Terra, mas a viagem não acabou bem: Laika morreu e foi desintegrada, junto com a sonda, na reentrada da atmosfera.
Anos depois, foi revelado que a cadela faleceu ainda nas primeiras horas de voo, vítima do superaquecimento da cabine. “Mesmo assim, Laika virou uma celebridade e um trunfo do programa espacial soviético”, conta Thais.
A cadela Laika ficou tão famosa que virou até selo na Romênia. Mesmo após sua morte, ela foi usada como forte propaganda soviética (Foto: Nasa)
Já a primeira viagem bem sucedida aconteceu em 1959: dois macacos norte-americanos foram os primeiros a voltar com vida do espaço. Um deles morreu logo após a viagem, mas a macaquinha Miss Baker experimentou alguns anos de fama.
O sucesso da experiência abriu caminho para que, nos anos seguintes, cachorros, macacos, coelhos, gatos, peixes, sapos, ratos e outros animais embarcassem rumo ao espaço. “Hoje há uma grande controvérsia sobre uso de animais em estudos científicos, mas isso foi comum na ciência aeroespacial”, lembra Thaís.
Depois que o primeiro humano chegou ao espaço – o cosmonauta russo Iuri Gagarin, em 1961 –, a utilização de grandes animais diminuiu. “É difícil manter esses animais no espaço. Eles requerem muitos cuidados e muito tempo dos astronautas”, explica a cientista. Por outro lado, várias missões recentes, inclusive na Estação Espacial Internacional, envolveram a utilização de bichos menores, como ratos, minhocas e insetos.

sábado, 31 de agosto de 2013

Matemática no combate ao câncer

Cientistas usam matemática avançada para combater câncer.  

No tratamento de uma determinada doença, é interessante que os pesquisadores tenham em mãos a maior quantidade de informações possível sobre ela. Porém, o excesso de dados acaba sobrecarregando os cientistas, os quais precisam definir com clareza quais são as informações realmente relevantes.
Essa definição se mostra como um dos grandes problemas enfrentados pelos cientistas que estudam o câncer. Como os métodos de mapeamento genético estão se tornando cada vez mais baratos e rápidos, os cientistas estão obtendo mais dados genéticos de células tumorais do que eles são capazes de interpretar.

Para tentar solucionar esse problema, cientistas do Cold Spring Harbor Laboratory (CSHL) publicaram um método matemático que busca simplificar e interpretar dados genômicos com evidência de mutação. Com isso, deve ser possível identificar mutações que caracterizam tipos específicos de tumores.

A técnica é altamente precisa e, além disso, pode ter utilidade imediata, auxiliando cientistas e médicos a determinar o prognóstico de um paciente e decidir qual é o melhor tratamento para ele. O trabalho se encontra na edição de julho de 2013 da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O método atua detectando o que os pesquisadores chamaram de "núcleos de eventos recorrentes" (CORE, da sigla em inglês). Células tumorais frequentemente apresentam alguns trechos de DNA que não estão presentes normalmente. Também pode ocorrer de alguns pedaços do genoma encontrarem-se copiados em múltiplas cópias. Essas deleções e amplificações são chamadas de variações no número de cópias (CNV, da sigla em inglês).

Mas essas deleções e amplificações podem não ter sempre o mesmo tamanho ou podem não ocorrer sempre no mesmo local do genoma. Essas pequenas variações podem ser devidas a pequenos erros durante o sequenciamento ou a variações individuais entre os pacientes. Isso faz com que seja difícil extrair informações desses dados, identificando as mutações importantes. O método CORE busca, justamente, resolver esses problemas.

O CORE foi testado em 100 células de câncer de mama de um mesmo tumor. Nesta amostra, populações e subpopulações de células cancerígenas puderam ser distinguidas e as mutações relevantes foram localizadas.

No caso de tumores metastáticos, a técnica pode ser útil para discernir relações entre subpopulações de células cancerígenas no corpo. A análise pode ser um guia valioso tanto para a previsão do prognóstico do paciente como para efetuar decisões importantes quanto ao seu tratamento.
 
Pipeta colocando amostra de DNA em gel de sequenciamento
Cientistas usam matemática avançada para combater câncer.  
No tratamento de uma determinada doença, é interessante que os pesquisadores tenham em mãos a maior quantidade de informações possível sobre ela. Porém, o excesso de dados acaba sobrecarregando os cientistas, os quais precisam definir com clareza quais são as informações realmente relevantes.
Essa definição se mostra como um dos grandes problemas enfrentados pelos cientistas que estudam o câncer. Como os métodos de mapeamento genético estão se tornando cada vez mais baratos e rápidos, os cientistas estão obtendo mais dados genéticos de células tumorais do que eles são capazes de interpretar.
Para tentar solucionar esse problema, cientistas do Cold Spring Harbor Laboratory (CSHL) publicaram um método matemático que busca simplificar e interpretar dados genômicos com evidência de mutação. Com isso, deve ser possível identificar mutações que caracterizam tipos específicos de tumores.
 A técnica é altamente precisa e, além disso, pode ter utilidade imediata, auxiliando cientistas e médicos a determinar o prognóstico de um paciente e decidir qual é o melhor tratamento para ele. O trabalho se encontra na edição de julho de 2013 da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
 O método atua detectando o que os pesquisadores chamaram de "núcleos de eventos recorrentes" (CORE, da sigla em inglês). Células tumorais frequentemente apresentam alguns trechos de DNA que não estão presentes normalmente. Também pode ocorrer de alguns pedaços do genoma encontrarem-se copiados em múltiplas cópias. Essas deleções e amplificações são chamadas de variações no número de cópias (CNV, da sigla em inglês).
Mas essas deleções e amplificações podem não ter sempre o mesmo tamanho ou podem não ocorrer sempre no mesmo local do genoma. Essas pequenas variações podem ser devidas a pequenos erros durante o sequenciamento ou a variações individuais entre os pacientes. Isso faz com que seja difícil extrair informações desses dados, identificando as mutações importantes. O método CORE busca, justamente, resolver esses problemas.
O CORE foi testado em 100 células de câncer de mama de um mesmo tumor. Nesta amostra, populações e subpopulações de células cancerígenas puderam ser distinguidas e as mutações relevantes foram localizadas.
 No caso de tumores metastáticos, a técnica pode ser útil para discernir relações entre subpopulações de células cancerígenas no corpo. A análise pode ser um guia valioso tanto para a previsão do prognóstico do paciente como para efetuar decisões importantes quanto ao seu tratamento.

sábado, 24 de agosto de 2013

Massagem auxilia na reabilitação de lesões musculares

 
 
A cultura secular já acreditava que uma massagem terapêutica bem feita é um ótimo remédio para a reabilitação física do tecido muscular esquelético, melhorando a dor e promovendo a recuperação da lesão. Entretanto, muitos profissionais da saúde ainda viam a massagem com certa desconfiança. No entanto, o efeito benéfico da massagem terapêutica nas lesões musculares induzidas por exercícios físicos teve comprovação científica.

O projeto desenvolvido por um grupo de pesquisadores do Canadá e dos Estados Unidos, publicado em fevereiro de 2012 na revista científica Science Translational Medicine, traz uma explicação científica para a eficácia da massagem no alívio das dores e recuperação dos danos musculares. Segundo os pesquisadores, a explicação encontra-se em nível celular, relacionada ao “ligamento” e “desligamento” de genes.

Para a realização do estudo, os pesquisadores contaram com a ajuda de onze voluntários, que estiveram no laboratório duas vezes, sendo que a segunda visita aconteceu duas semanas após a primeira. Os voluntários seguiram algumas recomendações antes de realizarem os ensaios, para que não houvesse interferências nos resultados. Duas horas antes das atividades físicas, eles receberam uma alimentação controlada, contendo 355 kcal. A imagem ao lado mostra como o experimento foi realizado.

A biópsia foi feita do músculo anterior da coxa, o quadríceps, em três ocasiões: na primeira visita, 30 minutos e 3 horas após o exercício, como você pode observar na imagem ao lado.

Os resultados confirmaram o que os pesquisadores já sabiam: após a realização de exercícios até a exaustão, as células musculares apresentam respostas inflamatórias e de autorreparo das lesões musculares. O que foi novidade para o grupo de pesquisa foi o fato de existirem diferenças na expressão de alguns genes quando comparado o músculo sem tratamento com o tratado (massagem).

Segundo Mark A. Tarnopolsky, cientista que coordenou a pesquisa, os resultados sugerem que os efeitos positivos da massagem terapêutica são decorrentes da diminuição na expressão de genes que estão relacionados ao processo inflamatório, reduzindo a dor local através de mecanismos similares aos desencadeados pelo uso de alguns anti-inflamatórios. Além disso, eles observaram também melhor reparação tecidual dos músculos que foram massageados, através de intensa formação de mitocôndrias.
Quanto à crença de que a massagem ajudaria nas lesões pelo fato de difundir, para outras regiões, o ácido láctico formado durante a atividade física, os pesquisadores não encontraram nenhuma evidência.

Esses resultados comprovam os efeitos biológicos da massagem terapêutica na musculatura esquelética e fornece evidências de que terapias manipulativas alternativas podem ser justificáveis na aplicação médica. Mais estudos precisarão ser realizados para compreender melhor como são desencadeadas essas reações e quais outros benefícios podem ser extraídos das massagens terapêuticas.
A massagem é aplicada sobre tecidos macios do corpo, estimulando a circulação, a mobilidade, a elasticidade e o alívio de dores corporais
 A cultura secular já acreditava que uma massagem terapêutica bem feita é um ótimo remédio para a reabilitação física do tecido muscular esquelético, melhorando a dor e promovendo a recuperação da lesão. Entretanto, muitos profissionais da saúde ainda viam a massagem com certa desconfiança. No entanto, o efeito benéfico da massagem terapêutica nas lesões musculares induzidas por exercícios físicos teve comprovação científica.
O projeto desenvolvido por um grupo de pesquisadores do Canadá e dos Estados Unidos, publicado em fevereiro de 2012 na revista científica Science Translational Medicine, traz uma explicação científica para a eficácia da massagem no alívio das dores e recuperação dos danos musculares. Segundo os pesquisadores, a explicação encontra-se em nível celular, relacionada ao “ligamento” e “desligamento” de genes.
Adaptado do artigo original publicado na revista Science Translational Medicine
Para a realização do estudo, os pesquisadores contaram com a ajuda de onze voluntários, que estiveram no laboratório duas vezes, sendo que a segunda visita aconteceu duas semanas após a primeira. Os voluntários seguiram algumas recomendações antes de realizarem os ensaios, para que não houvesse interferências nos resultados. Duas horas antes das atividades físicas, eles receberam uma alimentação controlada, contendo 355 kcal. A imagem ao lado mostra como o experimento foi realizado.
A biópsia foi feita do músculo anterior da coxa, o quadríceps, em três ocasiões: na primeira visita, 30 minutos e 3 horas após o exercício, como você pode observar na imagem ao lado.
Os resultados confirmaram o que os pesquisadores já sabiam: após a realização de exercícios até a exaustão, as células musculares apresentam respostas inflamatórias e de autorreparo das lesões musculares. O que foi novidade para o grupo de pesquisa foi o fato de existirem diferenças na expressão de alguns genes quando comparado o músculo sem tratamento com o tratado (massagem).
 Segundo Mark A. Tarnopolsky, cientista que coordenou a pesquisa, os resultados sugerem que os efeitos positivos da massagem terapêutica são decorrentes da diminuição na expressão de genes que estão relacionados ao processo inflamatório, reduzindo a dor local através de mecanismos similares aos desencadeados pelo uso de alguns anti-inflamatórios. Além disso, eles observaram também melhor reparação tecidual dos músculos que foram massageados, através de intensa formação de mitocôndrias.
Quanto à crença de que a massagem ajudaria nas lesões pelo fato de difundir, para outras regiões, o ácido láctico formado durante a atividade física, os pesquisadores não encontraram nenhuma evidência.
 Esses resultados comprovam os efeitos biológicos da massagem terapêutica na musculatura esquelética e fornece evidências de que terapias manipulativas alternativas podem ser justificáveis na aplicação médica. Mais estudos precisarão ser realizados para compreender melhor como são desencadeadas essas reações e quais outros benefícios podem ser extraídos das massagens terapêuticas.

domingo, 18 de agosto de 2013

Nasa anuncia fim do telescópio que caça planetas fora do Sistema Solar


A Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) desistiu de consertar o Kepler, telescópio espacial que caça planetas fora do Sistema Solar, depois que uma falha técnica obrigou o equipamento a "estacionar" a 64 milhões de quilômetros de distância, em maio passado. Duas de suas quatro "rodas" pifaram e prejudicaram sua estabilização, instrumentos necessários para que o telescópio aponte para uma direção no espaço Nasa
A Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) anunciou nesta quinta-feira (15) o fim da operação do telescópio espacial Kepler, usado para buscar planetas fora do Sistema Solar. Após três meses seguidos de análises e testes, não há mais chances de restaurar seu funcionamento, afirmam os cientistas.

   Arte UOL 

As falhas técnicas de duas das quatro rodas de reação, que são essenciais  para que o telescópio aponte para uma direção no espaço, encurtou a missão três anos antes do previsto - ele deveria funcionar até novembro de 2016.
A primeira roda pifou em julho de 2012, mas foi em maio passado, quando a segunda parou de funcionar, que a operação espacial ficou em risco, já que o Kepler precisa de ao menos três rodas para se estabilizar e ajustar a direção de suas lentes.
A Nasa não descarta uma nova pesquisa científica, no entanto, não divulgou cronograma ou detalhes da busca por novos mundos fora da Terra. Nem mesmo disse o que vai fazer com o telescópio, que ficou "estacionado" a 64 milhões de quilômetros de distância, em maio passado, para economizar combustível.
A missão de US$ 600 milhões foi lançada em 2009 para a busca de exoplanetas. Segundo a Nasa, o Kepler descobriu 135 exoplanetas e identificou outros 3.500 candidatos, inclusive mundos que têm potencial para abrigar vida longe da Terra.

Fungo trabalha como mensageiro na comunicação entre plantas

Estudo realizado por escocês traz importante novidade em relação à comunicação existente entre as plantas. Intrigante sistema de comunicação subterrâneo tem como mensageiros representantes do Reino Fungi.
O pesquisador David Johnson, da Universidade de Aberdeen, Escócia, coordenou um estudo cujo objetivo era identificar a participação de fungos na transmissão de informações entre pés de feijão. O estudo mostrou que essas plantas, após serem infectadas por parasitas ou apresentarem algum tipo de doença, são capazes de avisar as plantas vizinhas sobre a existência da doença ou do organismo prejudicial e, dessa forma, induzem o aumento da expressão de alguns genes nas plantas vizinhas, protegendo-as.

Segundo o trabalho de Johnson, a comunicação acontece através de fungos presentes no solo, que servem como mensageiros para as plantas. A relação simbiótica entre algumas espécies de fungos e algumas plantas não é novidade para os cientistas; entretanto, o que se sabia até o momento era que as plantas forneciam alimento para os fungos e, em troca, ganhavam minerais essenciais.

A grande novidade trazida pelo trabalho de David é que ele conseguiu mostrar que as hifas desses fungos criam redes subterrâneas que interconectam várias plantas, desempenhando papel importantíssimo na troca das informações entre elas, como se fosse uma rede de Internet.

Em 2010, um grupo de pesquisadores chineses demonstrou que os tomateiros, quando atacados, são capazes de sinalizar o ataque para as plantas vizinhas, e essas ativavam genes específicos de defesa. Os pesquisadores, na época, provaram que isso acontecia mesmo quando o fluxo de ar entre as plantas era interrompido. Por não conseguirem provas suficientes na época, os chineses apenas sugeriram que a sinalização acontecia através de uma rede de fungos.

Com base no estudo chinês e em seus conhecimentos anteriores, David resolveu verificar se plantas de feijões também eram capazes de se comunicar subterraneamente e, caso esse tipo de comunicação estivesse presente, seu objetivo era verificar se a rede de fungos era realmente responsável pela troca das informações.

O grupo de Johnson trabalhou com oito grupos experimentais, sendo que cada grupo possuía cinco pés de feijão. Um dos pés de feijão de cada grupo foi cercado por uma malha cujo diâmetro do furo permitia apenas a passagem de água e substâncias químicas dissolvidas. Outros dois pés de feijão de cada grupo foram cercados com malhas que permitiam a passagem das hifas dos fungos, mas não permitiam a passagem de raízes da planta. As duas plantas restantes de cada grupo puderam crescer livremente.

Após cinco semanas do início do experimento, todas as plantas foram cobertas com sacos que impediam a passagem pelo ar de moléculas sinalizadoras produzidas pelas plantas. Uma das plantas que cresceu livremente foi, então, infectada por pulgões.

Ao final do experimento, os pesquisadores analisaram o conteúdo existente nos sacos que cobriam as plantas para verificar a presença no ar de sinalizadores químicos que pudessem inibir os pulgões e atrair as vespas que se alimentam de pulgões. Através dos dados encontrados, eles descobriram que a síntese dos sinalizadores químicos produzidos pelas plantas depende da existência dos fungos. As plantas às quais as hifas não puderam chegar devido à malha inserida ao redor da planta não produziram os sinalizadores químicos que inibem os pulgões e atraem as vespas.

Segundo o autor do trabalho, a simbiose planta-fungo ainda é uma área pouco explorada da biologia. Graças a esse estudo, ficou comprovada que a importância dessa simbiose vai muito além do que se acreditava até hoje. 
Estudo realizado por escocês traz importante novidade em relação à comunicação existente entre as plantas. Intrigante sistema de comunicação subterrâneo tem como mensageiros representantes do Reino Fungi.
 O pesquisador David Johnson, da Universidade de Aberdeen, Escócia, coordenou um estudo cujo objetivo era identificar a participação de fungos na transmissão de informações entre pés de feijão. O estudo mostrou que essas plantas, após serem infectadas por parasitas ou apresentarem algum tipo de doença, são capazes de avisar as plantas vizinhas sobre a existência da doença ou do organismo prejudicial e, dessa forma, induzem o aumento da expressão de alguns genes nas plantas vizinhas, protegendo-as.
Plantas que foram objeto de estudo desse trabalho: feijão
Segundo o trabalho de Johnson, a comunicação acontece através de fungos presentes no solo, que servem como mensageiros para as plantas. A relação simbiótica entre algumas espécies de fungos e algumas plantas não é novidade para os cientistas; entretanto, o que se sabia até o momento era que as plantas forneciam alimento para os fungos e, em troca, ganhavam minerais essenciais.
 A grande novidade trazida pelo trabalho de David é que ele conseguiu mostrar que as hifas desses fungos criam redes subterrâneas que interconectam várias plantas, desempenhando papel importantíssimo na troca das informações entre elas, como se fosse uma rede de Internet.
 Em 2010, um grupo de pesquisadores chineses demonstrou que os tomateiros, quando atacados, são capazes de sinalizar o ataque para as plantas vizinhas, e essas ativavam genes específicos de defesa. Os pesquisadores, na época, provaram que isso acontecia mesmo quando o fluxo de ar entre as plantas era interrompido. Por não conseguirem provas suficientes na época, os chineses apenas sugeriram que a sinalização acontecia através de uma rede de fungos.
 Com base no estudo chinês e em seus conhecimentos anteriores, David resolveu verificar se plantas de feijões também eram capazes de se comunicar subterraneamente e, caso esse tipo de comunicação estivesse presente, seu objetivo era verificar se a rede de fungos era realmente responsável pela troca das informações.
 O grupo de Johnson trabalhou com oito grupos experimentais, sendo que cada grupo possuía cinco pés de feijão. Um dos pés de feijão de cada grupo foi cercado por uma malha cujo diâmetro do furo permitia apenas a passagem de água e substâncias químicas dissolvidas. Outros dois pés de feijão de cada grupo foram cercados com malhas que permitiam a passagem das hifas dos fungos, mas não permitiam a passagem de raízes da planta. As duas plantas restantes de cada grupo puderam crescer livremente.
Associação de plantas e fungos: micorrizas
Após cinco semanas do início do experimento, todas as plantas foram cobertas com sacos que impediam a passagem pelo ar de moléculas sinalizadoras produzidas pelas plantas. Uma das plantas que cresceu livremente foi, então, infectada por pulgões.
 Ao final do experimento, os pesquisadores analisaram o conteúdo existente nos sacos que cobriam as plantas para verificar a presença no ar de sinalizadores químicos que pudessem inibir os pulgões e atrair as vespas que se alimentam de pulgões. Através dos dados encontrados, eles descobriram que a síntese dos sinalizadores químicos produzidos pelas plantas depende da existência dos fungos. As plantas às quais as hifas não puderam chegar devido à malha inserida ao redor da planta não produziram os sinalizadores químicos que inibem os pulgões e atraem as vespas.
 Segundo o autor do trabalho, a simbiose planta-fungo ainda é uma área pouco explorada da biologia. Graças a esse estudo, ficou comprovada que a importância dessa simbiose vai muito além do que se acreditava até hoje. 

Nova técnica para detectar impressões digitais

 
A probabilidade de duas pessoas terem impressões digitais idênticas é cerca de 1 em 64 bilhões. É por isso que a polícia de diversos países confia tanto em evidências envolvendo impressões digitais.
Apesar dos avanços nas técnicas de detecção de impressões digitais, ainda há muitos problemas. Atualmente, apenas 10% das imagens de impressão digital apresentam qualidade suficiente para permitir a identificação não ambígua de um indivíduo.

Impressões digitais são, essencialmente, depósitos de suor e óleos naturais. As técnicas de visualização tradicionais envolvem aplicar um pó colorido ou um reagente químico que adere ou interage com o resíduo, criando um contraste visual com a superfície onde a impressão digital se encontra.
O pesquisador Robert Hillman e colegas da Universidade de Leicester, Instituto Laue-Langevin e Laboratório Rutherford Appleton propuseram uma abordagem diferente para detectar impressões digitais em superfícies metálicas. Eles decidiram trabalhar com a parte da superfície que se encontra entre as linhas da impressão digital.

O time de cientistas vinha trabalhando com um polímero que muda de cor quando uma voltagem elétrica é aplicada. Os resíduos invisíveis deixados por uma impressão digital não conduzem eletricidade, o que permite depositar um polímero condutor apenas na região entre as linhas da impressão digital. Quando uma voltagem é aplicada, as linhas da impressão digital atuam como isolantes e dirigem o filme para o metal entre as linhas. Além disso, a voltagem muda a cor do filme, otimizando o contraste.

Agora, eles levaram essa técnica mais longe, adicionando moléculas fluorescentes ao polímero, que fazem com que o filme emita luz de uma certa cor quando exposto à luz ultravioleta. Essa técnica aumenta a gama de cores possíveis para o polímero, permitindo um contraste melhor para diferentes superfícies metálicas.

Para a técnica funcionar, os fluoróforos devem permear o filme completamente sem atingir a superfície metálica (na superfície, a fluorescência iria se deteriorar). Para assegurar que isso irá acontecer, os pesquisadores usaram uma técnica chamada de "refletividade de nêutrons". Ela envolve disparar um feixe de nêutrons no filme e medir os nêutrons refletidos. As informações obtidas com essa medida podem ser usadas para determinar as condições ideais para introduzir os fluoróforos.

De acordo com os pesquisadores, esse método de detecção de impressão digital é extremamente sensível e apenas pequenas quantidades de resíduo são necessárias para que ele funcione – muito menos do que as abordagens tradicionais. A técnica também pode ser usada em conjunto com abordagens tradicionais.
No entanto, o método apresenta limitações. A principal delas é que ele só funciona em impressões digitais que se encontram em amostras metálicas.
O trabalho encontra-se na edição de março de 2013 da revista Journal of Electroanalytical Chemistry.
 
A polícia de diversos países confia em evidências envolvendo impressões digitais
A probabilidade de duas pessoas terem impressões digitais idênticas é cerca de 1 em 64 bilhões. É por isso que a polícia de diversos países confia tanto em evidências envolvendo impressões digitais.
 Apesar dos avanços nas técnicas de detecção de impressões digitais, ainda há muitos problemas. Atualmente, apenas 10% das imagens de impressão digital apresentam qualidade suficiente para permitir a identificação não ambígua de um indivíduo.
Visualização de uma impressão digital usando pó colorido
Impressões digitais são, essencialmente, depósitos de suor e óleos naturais. As técnicas de visualização tradicionais envolvem aplicar um pó colorido ou um reagente químico que adere ou interage com o resíduo, criando um contraste visual com a superfície onde a impressão digital se encontra.
O pesquisador Robert Hillman e colegas da Universidade de Leicester, Instituto Laue-Langevin e Laboratório Rutherford Appleton propuseram uma abordagem diferente para detectar impressões digitais em superfícies metálicas. Eles decidiram trabalhar com a parte da superfície que se encontra entre as linhas da impressão digital.
 O time de cientistas vinha trabalhando com um polímero que muda de cor quando uma voltagem elétrica é aplicada. Os resíduos invisíveis deixados por uma impressão digital não conduzem eletricidade, o que permite depositar um polímero condutor apenas na região entre as linhas da impressão digital. Quando uma voltagem é aplicada, as linhas da impressão digital atuam como isolantes e dirigem o filme para o metal entre as linhas. Além disso, a voltagem muda a cor do filme, otimizando o contraste.
Visualização de uma impressão digital usando o método de eletrodeposição
Agora, eles levaram essa técnica mais longe, adicionando moléculas fluorescentes ao polímero, que fazem com que o filme emita luz de uma certa cor quando exposto à luz ultravioleta. Essa técnica aumenta a gama de cores possíveis para o polímero, permitindo um contraste melhor para diferentes superfícies metálicas.
 Para a técnica funcionar, os fluoróforos devem permear o filme completamente sem atingir a superfície metálica (na superfície, a fluorescência iria se deteriorar). Para assegurar que isso irá acontecer, os pesquisadores usaram uma técnica chamada de "refletividade de nêutrons". Ela envolve disparar um feixe de nêutrons no filme e medir os nêutrons refletidos. As informações obtidas com essa medida podem ser usadas para determinar as condições ideais para introduzir os fluoróforos.
 De acordo com os pesquisadores, esse método de detecção de impressão digital é extremamente sensível e apenas pequenas quantidades de resíduo são necessárias para que ele funcione – muito menos do que as abordagens tradicionais. A técnica também pode ser usada em conjunto com abordagens tradicionais.
No entanto, o método apresenta limitações. A principal delas é que ele só funciona em impressões digitais que se encontram em amostras metálicas.
O trabalho encontra-se na edição de março de 2013 da revista Journal of Electroanalytical Chemistry.

Minicomputador comestível

Cientistas constroem computadores em tamanho de pílulas, que podem ser ingeridos como se fossem remédio.


Os computadores estão cada vez menores, mais finos, mais rápidos, mais poderosos, mais portáteis. Mas, você já imaginou engolir um computador? Certamente, não!
Em tamanho de pílulas, nesses computadores podem ser colocados sensores, transmissores, câmeras e/ou chips para executar funções variadas. Já existem exames, como a endoscopia, que funcionam à base de uma câmera conectada em um fio que é ingerido e depois retirado. A novidade é que esses minicomputadores não têm fios. E eles podem monitorar dados relacionados com a saúde, como os níveis de certos compostos (hormônios, vitaminas, sais minerais etc.), bem como fazer a vez da endoscopia e, com uma câmera, gravar os órgãos e tecidos. Depois de fazer as medidas, o minicomputador presente na pílula ainda poderá mandar os resultados dos exames por e-mail para o médico.

Existem ainda propostas de pílulas que tenham uma programação específica: ao chegar perto de um aparelho, por exemplo um celular ou até mesmo um carro, já sejam feitos certos comandos automaticamente, como abrir a porta ou preencher uma senha.

Tais pílulas já são usadas por astronautas. Para serem viáveis, elas devem ser feitas com um material resistente, que não reaja com nenhum composto presente no sistema digestivo. Dessa forma, a pílula entra e sai do corpo sem liberar compostos que possam ser nocivos para a saúde. Além disso, ela também tem que ter algum mecanismo de funcionamento, como uma bateria ou pilha, que seja durável e autônomo.

A FDA, fundação americana que regulamenta os medicamentos e alimentos que são vendidos no país, já liberou a venda de uma dessas pílulas, a chamada Proteus Digital Health, desenvolvida pela Redwood City. Essa pílula possui um dispositivo à base de magnésio e de cobre. Quando entra em contato com o ácido clorídrico do estômago, o computador começa a funcionar, pois se fecha o circuito elétrico e ocorrem reações químicas que geram energia.
O computador presente na pílula, então, faz as medidas e coleta os dados, de acordo com a programação que foi feita antes de ela ser ingerida. Depois, acontece o envio desses dados para um aplicativo, como aqueles de celulares. A expectativa é tanta que a empresa já arrecadou mais de 60 milhões de dólares de investidores.

Outra pílula, denominada CorTemp, foi desenvolvida pela empresa americana HQ Inc.. Ela tem uma bateria interna e um minicomputador que transmite para um aplicativo a temperatura interna do organismo, mesmo quando se está fazendo uma atividade intensa. A pílula vem sendo usada por astronautas, bombeiros e outros profissionais para evitar que seus corpos fiquem superaquecidos.
A questão problemática do computador digerível é que ele entra no organismo via oral, mas, depois de percorrer o sistema digestivo, é eliminado nas fezes. Quando isso ocorre, a pessoa pode escolher: recuperá-lo e reciclá-lo ou descartá-lo. 
Cientistas constroem computadores em tamanho de pílulas, que podem ser ingeridos como se fossem remédio.
As pílulas com minicomputadores podem enviar informações de dentro do organismo para aplicativos de smartphones
Os computadores estão cada vez menores, mais finos, mais rápidos, mais poderosos, mais portáteis. Mas, você já imaginou engolir um computador? Certamente, não!
Em tamanho de pílulas, nesses computadores podem ser colocados sensores, transmissores, câmeras e/ou chips para executar funções variadas. Já existem exames, como a endoscopia, que funcionam à base de uma câmera conectada em um fio que é ingerido e depois retirado. A novidade é que esses minicomputadores não têm fios. E eles podem monitorar dados relacionados com a saúde, como os níveis de certos compostos (hormônios, vitaminas, sais minerais etc.), bem como fazer a vez da endoscopia e, com uma câmera, gravar os órgãos e tecidos. Depois de fazer as medidas, o minicomputador presente na pílula ainda poderá mandar os resultados dos exames por e-mail para o médico.
Existem ainda propostas de pílulas que tenham uma programação específica: ao chegar perto de um aparelho, por exemplo um celular ou até mesmo um carro, já sejam feitos certos comandos automaticamente, como abrir a porta ou preencher uma senha.
Tamanho do computador dentro da pílula Proteus Digital Health
Tais pílulas já são usadas por astronautas. Para serem viáveis, elas devem ser feitas com um material resistente, que não reaja com nenhum composto presente no sistema digestivo. Dessa forma, a pílula entra e sai do corpo sem liberar compostos que possam ser nocivos para a saúde. Além disso, ela também tem que ter algum mecanismo de funcionamento, como uma bateria ou pilha, que seja durável e autônomo.
A FDA, fundação americana que regulamenta os medicamentos e alimentos que são vendidos no país, já liberou a venda de uma dessas pílulas, a chamada Proteus Digital Health, desenvolvida pela Redwood City. Essa pílula possui um dispositivo à base de magnésio e de cobre. Quando entra em contato com o ácido clorídrico do estômago, o computador começa a funcionar, pois se fecha o circuito elétrico e ocorrem reações químicas que geram energia.
O computador presente na pílula, então, faz as medidas e coleta os dados, de acordo com a programação que foi feita antes de ela ser ingerida. Depois, acontece o envio desses dados para um aplicativo, como aqueles de celulares. A expectativa é tanta que a empresa já arrecadou mais de 60 milhões de dólares de investidores.
A CorTemp é muito parecida com uma pílula comum. Ela mede a temperatura interna do corpo humano
Outra pílula, denominada CorTemp, foi desenvolvida pela empresa americana HQ Inc.. Ela tem uma bateria interna e um minicomputador que transmite para um aplicativo a temperatura interna do organismo, mesmo quando se está fazendo uma atividade intensa. A pílula vem sendo usada por astronautas, bombeiros e outros profissionais para evitar que seus corpos fiquem superaquecidos.
A questão problemática do computador digerível é que ele entra no organismo via oral, mas, depois de percorrer o sistema digestivo, é eliminado nas fezes. Quando isso ocorre, a pessoa pode escolher: recuperá-lo e reciclá-lo ou descartá-lo.