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domingo, 30 de junho de 2013

Assunto de aula- Dengue

Série de vídeos apresenta diversos aspectos da dengue e do mosquito transmissor da doença. Material está disponível na internet para professores, alunos e público em geral.                 
Assunto de aula
As vídeo-aulas sobre dengue desfazem mitos e explicam diversos aspectos da doença. (foto: reprodução)
É preciso conhecer o inimigo para melhor combatê-lo, já dizia o general chinês Sun Tzu. A lógica pode ser batida, mas se aplica bem ao controle da dengue. Por isso a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou uma série de vídeo-aulas para ensinar sobre a doença e o seu mosquito transmissor, o Aedes aegypti.
São dez vídeos curtos em que especialistas explicam diversos aspectos da dengue, desde a história da doença, passando pela biologia do mosquito transmissor, até as estratégias de controle do inseto.
O principal objetivo do projeto é esclarecer a população e, assim, otimizar as estratégias civis de combate às epidemias de dengue.
“Quando levamos em conta que 80% dos criadouros dos mosquitos estão dentro das casas das pessoas, fica fácil perceber que é praticamente impossível creditar ao poder público a responsabilidade exclusiva pelo controle e vigilância da doença”, explica a idealizadora da iniciativa, a bióloga Denise Valle. “Para prevenir, é preciso saber o que fazer e é isso que pretendemos com esse material.”
Confira o primeiro vídeo da série
Nos vídeos, são desfeitos alguns mitos, como o de que consumir alho em grandes quantidades espanta o mosquito da dengue, e explicadas informações importantes, como o fato de que em apenas 10 minutos em contato com a água, ovos colocados até um ano antes eclodem e dão origem a larvas.
Também são fornecidas dicas para a proteção individual contra o mosquito e procedimentos para evitar a formação de criadouros do inseto. Além disso, o último módulo de aulas apresenta as estratégias públicas mais atuais para o controle da doença, como o projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil, que propõe a soltura de mosquitos implantados com uma bactéria que os impede de transmitir o vírus da dengue.
As vídeo-aulas foram pensadas especialmente para professores e alunos e estão sendo divulgadas pelas secretarias de educação estaduais e para colégios públicos e particulares. Mas podem ser vistas por qualquer pessoa no site do projeto.
Sofia Moutinho
Ciência Hoje On-line

sábado, 29 de junho de 2013

FAO lança site para ampliar acesso a dados sobre condições das florestas

Nova plataforma online permite cientistas e especialistas em mudança climática a calcular quantidade de carbono florestal e biomassa; GlobAllomeTree foi desenvolvido em parceria com  universidade italiada e instituto francês.
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, acaba de lançar uma plataforma online para cientistas e especialistas em mudança climática.
No site  GlobAllomeTree, é possível calcular dados sobre estratégias bioenergéticas, incluindo volume, biomassa e estoques de carbono de florestas.
Políticas Florestais
A plataforma foi desenvolvida em parceria com o Centro de Pesquisa Francês Cirad e a Universidade Tuscia da Itália. A proposta é ajudar na tomada de decisões importantes que aliviem a mudança do clima.
Foto: FAO
Segundo a FAO, esta é "a primeira vez em que países têm acesso a uma base de dados extensa
para avaliar os recursos florestais no mundo". O site permite aos especialistas ter uma visão clara sobre a capacidade das florestas de armazenar carbono.
Madeira
Com isso, os países podem obter dados mais precisos sobre suas florestas e mudar ou implementar políticas nacionais florestais.
A ferramenta online permite ao usuário acessar o volume do tronco, a biomassa da árvore e os estoques de carbono a partir do diâmetro do tronco, altura e gravidade específica da madeira, em tipos diferentes de árvores e zonas ecológicas.
Por enquanto, o site cobre centenas de espécies de árvores na Europa, América do Norte e África. Em uma segunda etapa, serão adicionadas informações sobre florestas na Ásia e Américas Central e do Sul.
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Psicopatologia da violência

Nas passeatas pelas muitas ruas e avenidas brasileiras, a multidão reclamando contra o desgoverno do governo gritava repetidamente "sem violência".
A impressão inicial era de que se dirigiam à tradicional repressão policial. Mas o brado era dirigido igualmente aos desgarrados das verdadeiras intenções do protesto.
A agressividade e a violência em nosso meio, principalmente a gratuita, tem sido estudada há vários anos por psicólogos e psiquiatras.
A psicóloga e psicanalista Ana Cleide G. Moreira e colaboradores relatam na "Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental" pesquisa financiada pela Capes sobre agressividade e violência entre jovens.
Explicam que não se deve creditar a violência ao excesso de emotividade, mas que a irracionalidade da conduta desconhece a razão que a motivou. A violência tem a marca de um desejo -o emprego desejado da agressividade, com fins destrutivos.
O que poderia explicar os grupos de vândalos, a pessoa identificada como economista que foi presa por furtar uma joalheria e um choroso estudante de arquitetura preso após destruir furiosamente vidros da sede da Prefeitura paulistana.
Para os psicólogos, os adolescentes que praticam atos violentos estão respondendo ao meio que falhou com eles, relacionada a uma falha da família em orientar seus impulsos agressivos, pois nada se constrói que não o seja sobre algo que se soterra.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Entenda como qualquer órgão humano pode ser construído em laboratório

Pesquisadores estão criando orelhas, narizes e traqueias a partir das células dos pacientes. Será o fim da doação de órgãos?
por João Mello   

Editora Globo
Uma orelha de laboratório quase pronta: pode parecer filme de terror, mas é um símbolo de esperança pra muita gente //Crédito: Reprodução

A criação de órgãos em laboratório está se tornando realidade. Aos poucos, cientistas do mundo inteiro estão desenvolvendo uma técnica que permite a produção de partes do nosso corpo com o objetivo de substituir órgãos inutilizados pelas mais diversas doenças.
Ao que tudo indica, essa pode ser uma alternativa interessante para a doação convencional de órgãos, que sempre sofreu com o problema da escassez de doadores e da alta taxa de rejeição dos pacientes receptores. Construir em vez de doar elimina a ardilosa etapa de tomar pesadas drogas anti-rejeição, já que os órgãos são fabricados a partir das células da própria pessoa que irá receber o transplante.
A técnica parte da seguinte premissa: se a metástase de um tumor atacou e afetou um órgão, é só substituí-lo por um novo e saudável. Traqueias e até canais lacrimais já foram criados. A expectativa é que antes do final de 2013 um homem que perdeu o nariz por causa de um câncer de pele terá um novo implantando em seu rosto.
Promover o crescimento celular em um ambiente tão artificial quanto um laboratório sempre foi o desafio que colocava a fabricação de órgãos no departamento de ficção – e não no de avanços médicos críveis. Quando descobrimos como o corpo faz para multiplicar as células e aprendemos a imitar essa técnica, a construção de órgãos passou a ser plausível. Em 1996, um laboratório na Carolina do Norte, nos EUA, construiu uma bexiga – o órgão, não o aparato colorido de festa infantil.

A fabricação e implantação do nariz, citada acima, está sendo conduzida pelo pesquisador Alex Seifalian, da University College London. A partir de um molde de vidro com o formato do nariz de outra pessoa, uma réplica é criada. O material é feito de fibras de planta e resina, resultando em um nanocompósito, uma estrutura parecida com uma colmeia de abelhas: buraquinhos minúsculos, do tamanho exato para que as células se acomodem, são formados. A adição de açúcar e sal no final do processo deixa o nariz com uma textura esponjosa e resistente a proliferação de bactérias infectuosas.
Editora Globo
Dr. Alex Seifalian segura o material que compõe a orelha: grande desafio foi achar uma textura que abrigasse as células adequadamente //Crédito: Reprodução

Daí o processo que se segue é como o de plantar um órgão. As células tronco fazem o papel de semente - elas são retiradas do paciente receptor e colocadas nos poros que permeiam o material que está no molde, que a essa altura já pode ser chamado de futuro nariz. Essas células formarão a cartilagem do nariz.
Com a cartilagem encaminhada, fica faltando a pele. A primeira ideia do médico foi de implantar o nariz na testa do paciente, na esperança de que o tecido da cabeça fosse simplesmente acoplar o nariz e revesti-lo de pele. Com o óbvio constrangimento surreal de ostentar um nariz acima dos olhos por semanas, talvez meses, a solução escolhida foi menos explícita, mas certamente não menos improvável – o nariz será colocado no antebraço do rapaz. Se a pele fizer seu papel, se os vasos sanguíneos se formarem corretamente, se não houver infecção, o nariz vai pro lugar de sempre. Substâncias químicas também são injetadas, de modo a transformar as células tronco em células epiteliais, comumente encontradas no interior de vários órgãos. O paciente será capaz de sentir alguns cheiros, mas não como antes. Estima-se que o procedimento todo custe em torno de 40 mil dólares.
Se a complexidade de criar um nariz é essa, imagina um coração. O bioengenheiro Dr. Francisco Fernandez-Aviles, de Madrid, está empenhado nesse desafio, considerado instransponível até bem pouco tempo. O coração tem muitos tipos de células, com funções altamente complexas: umas são responsáveis pelo batimento, outras pela formação de vasos, outras pela condução de sinais elétricos. O órgão tem de bombear quase 4 litros de sangue por minuto, mas de maneira mais suave que o coração natural, na tentativa de evitar a morte das células.
Como a atividade elétrica não se forma do nada, o marcapasso será o motor desse coração. Ele deve ficar pronto em até seis anos, mas a recriação do coração inteiro e também de partes dele só deve se tornar uma realidade para os pacientes dentro de uma década, já que os trâmites legais para liberar para a população uma operação desse tipo costumam ser bem demorados.
Via Wall Street Journal

Macaco de imitação

Pesquisadores descobrem que, assim como humanos, espécie de macaco imita o comportamento de companheiros na tentativa de criar laços afetivos. O mesmo animal pode, ainda, se comunicar por meio de sons com ritmo semelhante ao da fala humana.


Macaco de imitação
Para criar laços afetivos, os macacos gelada imitam seus companheiros quando esses fazem expressões faciais homólogas à risada humana. (foto: P.F. Ferrari)
A neurociência já provou que o riso é contagioso e, de acordo com um estudo publicado na Scientific Reports, isso não se limita aos humanos. Cientistas italianos descobriram que, na tentativa de estreitar laços afetivos, macacos da espécie Theropithecus gelada são capazes de imitar seus companheiros quando esses fazem expressões faciais homólogas à risada humana.
Durante seis meses, a equipe filmou mais de mil momentos de interação entre 34 macacos gelada. A ideia era identificar nesses animais a ocorrência do rapid facial mimicry (mímica facial rápida, em tradução livre), fenômeno comum em humanos e que consiste em imitar a expressão facial do outro imediatamente após visualizá-la.
As imagens registraram ocasiões em que os macacos exibiam um dos dois tipos de comportamentos considerados homólogos ao riso e que são usados para convidar outro macaco a brincar. No primeiro, os geladas abrem a boca e mostram os dentes de baixo, enquanto no segundo, que caracteriza que o animal está muito empolgado para brincar, os macacos expõem totalmente dentes e gengivas.
Após analisar as imagens, os pesquisadores perceberam que, quando o estímulo era uma ‘risada’, os macacos que eram convidados a brincar imitavam a expressão 75% das vezes. Além disso, quando a dupla era composta por mãe e filho, o filho reproduzia as expressões da mãe com maior frequência do que quando interagia com outro adulto.
Palagi: “É a primeira vez que isso é mostrado em macacos. Até então, esse comportamento só havia sido identificado em orangotangos e humanos”
Segundo Elisabetta Palagi, zoóloga da Universidade de Pisa, na Itália, a grande novidade do estudo está em mostrar que um animal filogeneticamente distante do ser humano é capaz de exibir um comportamento tão comum em nossa espécie. “É a primeira vez que isso é mostrado em macacos. Até então, esse comportamento só havia sido identificado em orangotangos e humanos”, explica.
Palagi acrescenta que o fenômeno está ligado à atuação de neurônios-espelho, grupo de células ativado quando ações alheias são observadas e que permite compreender a intenção do outro. “Esses macacos vivem em comunidade e brincam muito, mesmo quando adultos. Assim, a imitação é muito útil, pois, quanto mais um imita o outro, maior é a reciprocidade de sentimentos e mais fortes ficam os laços afetivos”, explica.
Apesar das semelhanças entre o macaco gelada e o comportamento humano, o último ancestral comum dessa espécie com a nossa viveu há cerca de 30 milhões de anos. “O gelada compõe uma espécie distante da nossa, mas compartilha conosco algumas características comportamentais”, diz Palagi.

Papo de primata

Além do riso contagiante, é possível que os geladas compartilhem conosco outro tipo de comportamento. Um artigo publicado no periódico Current Biology mostrou que esses primatas se comunicam por meio de um som com ritmo semelhante ao da fala humana.
De acordo com o estudo, o som emitido pelos geladas é gerado a partir de rápidos movimentos labiais. Assim como as sílabas conferem um ritmo à fala humana, os movimentos dos lábios dos geladas dividem o som em intervalos, os quais os cientistas chamam de balbucios, conferindo ritmo ao discurso do primata.
Após gravar balbucios emitidos por seis geladas, o zoólogo da Universidade de Michigan e autor da pesquisa Thore Bergman notou que os balbucios conferiam ao som dos animais um ritmo que girava entre 6 a 9 Hertz. Na maioria dos idiomas, o ritmo da fala humana permanece na faixa de 2 a 7 Hertz. “Outros primatas podem até produzir sons, mas o gelada é quem tem o ritmo mais próximo ao da fala humana”, diz o pesquisador.

Confira abaixo um vídeo com um breve discurso do macaco


(crédito do vídeo: Seth Dobson, Dartmouth College)

Por: Mariana Rocha
Publicado em 29/04/2013 | Atualizado em 29/04/2013

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Telhados verdes ajudam a preservar biodiversidade em áreas urbanas

telhado-verde-descubra-o-verde
A principal descoberta foi a presença de 109 espécies diferentes de fungos nos telhados. – Foto: Payton Chung/Flickr
A eficiência dos telhados verdes para o controle da temperatura interna e global já é bastante conhecida. Agora, um grupo de pesquisadores norte-americanos decidiu estudar o seu impacto na biodiversidade, até então um mistério.
Os cientistas fazem parte de quatro instituições: Barnard College, Columbia University, Fordham e Universidade do Colorado. Em seus estudos, os pesquisadores perceberam que os jardins plantados em telhados podem suportar espécies diferentes dos jardins localizados ao nível da rua.
O grupo começou a fazer testes em 2011 e, desde então, foram analisadas as composições do solo em dez telhados verdes espalhados por cinco distritos de Nova York. Para mensurar as diferenças, eles também coletaram amostras de parques localizados nas proximidades dos telhados verdes.
A principal divergência entre os cenários é a presença massiva de fungos nos “jardins suspensos”. Conforme publicado no site “The Atlantic Cities”, a principal descoberta foi a presença de 109 espécies diferentes de fungos nos telhados. Apesar de parecer estranho, esse é um dos pontos positivos dessas áreas verdes, pois contribui para a biodiversidade em meio às cidades.
Outro benefício percebido pelos pesquisadores é a relação com os poluentes. Nos parques analisados, os níveis de micróbios e metais presentes foram considerados altos, isso pode tornar as hortas urbanas cultivadas nesses locais impróprias para o consumo. Esse é um problema que os cultivos nos telhados não têm.
Essas áreas verdes também atraem diversas espécies. Os insetos são os mais comuns, mas existem casos de animais maiores, como répteis, morcegos e diversas aves. Um caso curioso ocorreu em Brighton, no Reino Unido. Gaivotas e cervos acabaram destruindo parte da grama do telhado em busca de comida, então, uma grande coruja e uma águia dourada foram usadas para espantar esses animais.
Texto originalmente postado no Ciclo Vivo Criado, em 6 de junho de 2013.

domingo, 16 de junho de 2013

Desvendando o inconsciente humano

 
Centenas de pesquisadores dedicam boa parte de suas vidas tentando descobrir o que realmente acontece com nosso inconsciente e como essa parte do cérebro pode controlar tantas atividades distintas ao mesmo tempo. Segundo neurocientistas do mundo todo, a ciência já conhece vários aspectos do inconsciente e pode, de certa forma, manipulá-lo de alguma forma.
Em 2012, a emissora de televisão BBC entrevistou sete especialistas em cérebro e cognição das universidades de Columbia, Londres, Montreal e Oxford, perguntando a eles, dentre outras questões, qual é o espaço ocupado pelos processos cerebrais inconscientes e conscientes. Pelas estimativas dos neurocientistas, 95% do cérebro é usado por processos inconscientes, restando apenas 5% para os processos conscientes.

Graças a um estudo feito com um médico que havia sofrido dois acidentes vasculares cerebrais (derrame cerebral) e que teve o córtex visual totalmente destruído, os pesquisadores descobriram que o inconsciente era responsável pela identificação e distinção de rostos amigáveis de rostos hostis. Mesmo sem enxergar absolutamente nada, o médico era capaz de identificar as expressões faciais mostradas em um computador. Através de análises, os pesquisadores descobriram a existência de uma área, denominada fusiforme, intacta no paciente, que é especializada na análise de rostos. Essa análise é feita de forma inconsciente e não depende da interpretação do córtex visual.

Essas descobertas estão se tornando possíveis graças às avançadas técnicas usadas pelos neurocientistas. Através das análises do mapeamento cerebral, pode-se concluir, por exemplo, que o inconsciente opera o tempo todo em capacidade máxima, ou seja, tudo o que fazemos sem esforço perceptível em nosso dia a dia é controlado pelo nosso inconsciente, que trabalha freneticamente mesmo quando estamos relaxados.

Apesar de os neurocientistas nunca terem dado muita atenção para a psicanálise, os novos projetos que vêm sendo desenvolvidos trazem comprovação para seu conceito central. Eric Kandel, psiquiatra que ganhou o prêmio Nobel de Medicina em 2000, mostrou como o inconsciente é capaz de funcionar como amplificador das emoções. Para ele, seu trabalho é uma comprovação científica da teoria central da psicanálise: a interpretação inconsciente de coisas negativas é a fonte de muitas das aflições humanas. Esse fato explicaria, por exemplo, por que alunos que eram tidos como mais inteligentes, mesmo sem serem, tornavam-se mais inteligente de fato. Isso aconteceria, segundo ele, porque os professores passam a dar mais atenção, mesmo sem querer, a essas crianças, estimulando-as de forma positiva.

A parte mais interessante das descobertas recentes é que, segundo os neurocientistas, apesar de ser impossível controlar o inconsciente, é possível influenciá-lo. Para que isso se torne verdade, basta praticar algo até que essa atividade se torne um processo automático e seja gravado num tipo especial de memória, a memória não-declarativa, que faz parte do inconsciente.
O cérebro ainda é uma grande incógnita para os pesquisadores
Centenas de pesquisadores dedicam boa parte de suas vidas tentando descobrir o que realmente acontece com nosso inconsciente e como essa parte do cérebro pode controlar tantas atividades distintas ao mesmo tempo. Segundo neurocientistas do mundo todo, a ciência já conhece vários aspectos do inconsciente e pode, de certa forma, manipulá-lo de alguma forma.
 Em 2012, a emissora de televisão BBC entrevistou sete especialistas em cérebro e cognição das universidades de Columbia, Londres, Montreal e Oxford, perguntando a eles, dentre outras questões, qual é o espaço ocupado pelos processos cerebrais inconscientes e conscientes. Pelas estimativas dos neurocientistas, 95% do cérebro é usado por processos inconscientes, restando apenas 5% para os processos conscientes.
Graças a um estudo feito com um médico que havia sofrido dois acidentes vasculares cerebrais (derrame cerebral) e que teve o córtex visual totalmente destruído, os pesquisadores descobriram que o inconsciente era responsável pela identificação e distinção de rostos amigáveis de rostos hostis. Mesmo sem enxergar absolutamente nada, o médico era capaz de identificar as expressões faciais mostradas em um computador. Através de análises, os pesquisadores descobriram a existência de uma área, denominada fusiforme, intacta no paciente, que é especializada na análise de rostos. Essa análise é feita de forma inconsciente e não depende da interpretação do córtex visual.
 Essas descobertas estão se tornando possíveis graças às avançadas técnicas usadas pelos neurocientistas. Através das análises do mapeamento cerebral, pode-se concluir, por exemplo, que o inconsciente opera o tempo todo em capacidade máxima, ou seja, tudo o que fazemos sem esforço perceptível em nosso dia a dia é controlado pelo nosso inconsciente, que trabalha freneticamente mesmo quando estamos relaxados.
Eric Kandel: Prêmio Nobel de Medicina em 2000
Apesar de os neurocientistas nunca terem dado muita atenção para a psicanálise, os novos projetos que vêm sendo desenvolvidos trazem comprovação para seu conceito central. Eric Kandel, psiquiatra que ganhou o prêmio Nobel de Medicina em 2000, mostrou como o inconsciente é capaz de funcionar como amplificador das emoções. Para ele, seu trabalho é uma comprovação científica da teoria central da psicanálise: a interpretação inconsciente de coisas negativas é a fonte de muitas das aflições humanas. Esse fato explicaria, por exemplo, por que alunos que eram tidos como mais inteligentes, mesmo sem serem, tornavam-se mais inteligente de fato. Isso aconteceria, segundo ele, porque os professores passam a dar mais atenção, mesmo sem querer, a essas crianças, estimulando-as de forma positiva.
 A parte mais interessante das descobertas recentes é que, segundo os neurocientistas, apesar de ser impossível controlar o inconsciente, é possível influenciá-lo. Para que isso se torne verdade, basta praticar algo até que essa atividade se torne um processo automático e seja gravado num tipo especial de memória, a memória não-declarativa, que faz parte do inconsciente.

domingo, 9 de junho de 2013

Agroglifos: mensagens extraterrestres

Sabemos que cada civilização antiga foi responsável por um tipo diferente de escrita. Seriam os agroglifos uma tentativa de comunicação dos ETs?
 
 
Na Antiguidade, cada civilização possuía uma forma diferente de escrever. Os egípcios, por exemplo, usavam os hieróglifos; os sumérios utilizavam a escrita cuneiforme; e os fenícios iniciaram o alfabeto fonético.
Hoje em dia há diversos tipos de escrita, dependendo do país, mas a maior parte do mundo ocidental aderiu ao alfabeto. Entretanto, um tipo curioso de mensagens está sendo encontrado em plantações na Inglaterra e em outros países. A palavra ainda não está no dicionário, mas acredita-se que exista um código usado para comunicação dos extraterrestres com o planeta Terra – são os chamados agroglifos.
 
 
A ufologia é um conjunto de conhecimentos e de hipóteses sobre os chamados ufos (ou óvnis, sigla para objetos voadores não identificados). Segundo o ufólogo Ademar José Gevaerd, a ufologia é um ramo da Astronomia que estuda outras formas de vida fora do nosso planeta. Os ufólogos são os pesquisadores que estudam esse tema, e acreditam que há evidências fortes de que nosso planeta já tenha sido visitado por discos voadores e outros seres extraterrestres. Um dos fenômenos mais contundentes que provariam essa tese são os agroglifos, também conhecidos como círculos ingleses.

O que são agroglifos?
 
Os ufólogos acreditam que sinais que aparecem em plantações em determinados lugares e em épocas específicas do ano são mensagens dos extraterrestres. A despeito do que muitos céticos possam afirmar contra essa explicação, todos concordam que tais sinais são bastante impressionantes e deixam curiosas todas as pessoas que conhecem o fenômeno. A hipótese avançada dos pesquisadores é a de que esses sinais sejam alguma forma de mensagem de outros tipos de inteligências que visitam nosso planeta.
A primeira vez que um agroglifo foi identificado aconteceu ao redor do Stonehenge, lugar na Inglaterra conhecido por ser o mais visitado círculo de pedras britânico, e até hoje é incerta a origem da sua construção, bem como da sua função, mas acredita-se que era usado para estudos astronômicos, mágicos ou religiosos. Os primeiros agroglifos eram círculos simples, e depois foram ficando cada vez mais complexos - alguns bastante parecidos com a imagem que temos do Sistema Solar. Além da complexidade, os sinais foram ficando cada vez maiores - alguns do tamanho de um campo de futebol.
As plantações onde ocorrem os agroglifos apresentam características interessantes: no lugar onde os círculos aparecem, há manifestações luminosas, odores, observação de objetos voadores não identificados sobre a área atingida, e radiação eletromagnética (celulares conseguem fazer chamadas em locais sem cobertura de antenas).
As plantas atingidas são dobradas a fim de desenharem os agroglifos – há uma perfeição nesse processo de dobra que dificilmente poderia ser feito por uma máquina ou intervenção humana. Outro ponto curioso é que, mesmo dobrada, a planta não morre: continua crescendo e pode ser colhida.
Os ufólogos indicam por volta de 10 mil casos legítimos de agroglifos, embora mais de 30 mil tenham sido identificados. Além da Inglaterra, os agroglifos já apareceram nos Estados Unidos, Coreia do Sul, Alemanha, dentre outros.
No Brasil, agroglifos aparecem no oeste de Santa Catarina, desde 2008, na cidade de Ipuaçu. Nesta cidade, há vestígios de que os incas a tenham utilizado como caminho para chegar até o mar.

Características dos agroglifos
 
Como você pode ver nas imagens deste texto, os agroglifos misturam figuras geométricas simples com outras complexas, sempre em disposição metodológica, instigando a curiosidade e imaginação. Todos eles acontecem no verão (de maio a setembro, no hemisfério norte), época em que se plantam alimentos, mais especificamente grãos (feijão, milho, soja etc.). Se a hipóstese estiver correta, essas plantações são usadas como folhas de papel em branco para comunicação com os seres humanos.
Outro fato interessante é que os agroglifos costumam aparecer sobre sítios arqueológicos – depois que os agroglifos são desenhados, os pesquisadores vão estudar o local e muitas vezes acabam descobrindo que aquela área foi um local no qual os homens que viveram antes do início de nossa civilização deixaram algum vestígio de suas atividades.
A maioria dos agroglifos é feito em uma única noite, acontecendo algumas vezes de serem criados aos poucos, em duas ou três noites. Também é importante dizer que, ao redor dos agroglifos, não aparecem marcas de pegadas ou indicação de que houve movimentação no entorno. Isso indica que máquinas ou homens não estiveram por lá, a não ser que sobrevoassem a área...

Mensagens ou fraude?
Os agroglifos não são um assunto muito discutido academicamente, ou seja, poucas instituições de pesquisa voltam a atenção para o fenômeno. Além disso, grandes nomes da ciência no Brasil, como o físico Marcelo Gleiser, já se posicionaram negativamente e não acreditam que esses sinais tenham sido feitos por extraterrestres. Embora tal assunto não seja foco de atenção da ciência, sendo muitas vezes ridicularizado ou renegado por parte dos cientistas, é um ramo intrigante para quem se interessa pelo tema. Acredite ou não, hoje existem publicações específicas, como a revista UFO, e pesquisas sérias sobre o assunto que podem ser facilmente encontradas por uma busca na Internet.
Em 12 de agosto de 2001, em Milk Hill, apareceu a enorme formação composta por 409 círculos dispostos sobre 6 braços
Sabemos que cada civilização antiga foi responsável por um tipo diferente de escrita. Seriam os agroglifos uma tentativa de comunicação dos ETs?
 Na Antiguidade, cada civilização possuía uma forma diferente de escrever. Os egípcios, por exemplo, usavam os hieróglifos; os sumérios utilizavam a escrita cuneiforme; e os fenícios iniciaram o alfabeto fonético.
Hoje em dia há diversos tipos de escrita, dependendo do país, mas a maior parte do mundo ocidental aderiu ao alfabeto. Entretanto, um tipo curioso de mensagens está sendo encontrado em plantações na Inglaterra e em outros países. A palavra ainda não está no dicionário, mas acredita-se que exista um código usado para comunicação dos extraterrestres com o planeta Terra – são os chamados agroglifos.
 A ufologia é um conjunto de conhecimentos e de hipóteses sobre os chamados ufos (ou óvnis, sigla para objetos voadores não identificados). Segundo o ufólogo Ademar José Gevaerd, a ufologia é um ramo da Astronomia que estuda outras formas de vida fora do nosso planeta. Os ufólogos são os pesquisadores que estudam esse tema, e acreditam que há evidências fortes de que nosso planeta já tenha sido visitado por discos voadores e outros seres extraterrestres. Um dos fenômenos mais contundentes que provariam essa tese são os agroglifos, também conhecidos como círculos ingleses.
Visão aérea do agroglifo encontrado em Diessenhofen, Suíça
O que são agroglifos?
 Os ufólogos acreditam que sinais que aparecem em plantações em determinados lugares e em épocas específicas do ano são mensagens dos extraterrestres. A despeito do que muitos céticos possam afirmar contra essa explicação, todos concordam que tais sinais são bastante impressionantes e deixam curiosas todas as pessoas que conhecem o fenômeno. A hipótese avançada dos pesquisadores é a de que esses sinais sejam alguma forma de mensagem de outros tipos de inteligências que visitam nosso planeta.
A primeira vez que um agroglifo foi identificado aconteceu ao redor do Stonehenge, lugar na Inglaterra conhecido por ser o mais visitado círculo de pedras britânico, e até hoje é incerta a origem da sua construção, bem como da sua função, mas acredita-se que era usado para estudos astronômicos, mágicos ou religiosos. Os primeiros agroglifos eram círculos simples, e depois foram ficando cada vez mais complexos - alguns bastante parecidos com a imagem que temos do Sistema Solar. Além da complexidade, os sinais foram ficando cada vez maiores - alguns do tamanho de um campo de futebol.
As plantações onde ocorrem os agroglifos apresentam características interessantes: no lugar onde os círculos aparecem, há manifestações luminosas, odores, observação de objetos voadores não identificados sobre a área atingida, e radiação eletromagnética (celulares conseguem fazer chamadas em locais sem cobertura de antenas).
As plantas atingidas são dobradas a fim de desenharem os agroglifos – há uma perfeição nesse processo de dobra que dificilmente poderia ser feito por uma máquina ou intervenção humana. Outro ponto curioso é que, mesmo dobrada, a planta não morre: continua crescendo e pode ser colhida.
Os ufólogos indicam por volta de 10 mil casos legítimos de agroglifos, embora mais de 30 mil tenham sido identificados. Além da Inglaterra, os agroglifos já apareceram nos Estados Unidos, Coreia do Sul, Alemanha, dentre outros.
No Brasil, agroglifos aparecem no oeste de Santa Catarina, desde 2008, na cidade de Ipuaçu. Nesta cidade, há vestígios de que os incas a tenham utilizado como caminho para chegar até o mar.
Turistas visitam parte de um agroglifo na Inglaterra
Características dos agroglifos
 Como você pode ver nas imagens deste texto, os agroglifos misturam figuras geométricas simples com outras complexas, sempre em disposição metodológica, instigando a curiosidade e imaginação. Todos eles acontecem no verão (de maio a setembro, no hemisfério norte), época em que se plantam alimentos, mais especificamente grãos (feijão, milho, soja etc.). Se a hipóstese estiver correta, essas plantações são usadas como folhas de papel em branco para comunicação com os seres humanos.
Outro fato interessante é que os agroglifos costumam aparecer sobre sítios arqueológicos – depois que os agroglifos são desenhados, os pesquisadores vão estudar o local e muitas vezes acabam descobrindo que aquela área foi um local no qual os homens que viveram antes do início de nossa civilização deixaram algum vestígio de suas atividades.
A maioria dos agroglifos é feito em uma única noite, acontecendo algumas vezes de serem criados aos poucos, em duas ou três noites. Também é importante dizer que, ao redor dos agroglifos, não aparecem marcas de pegadas ou indicação de que houve movimentação no entorno. Isso indica que máquinas ou homens não estiveram por lá, a não ser que sobrevoassem a área...
Ufólogo brasileiro Ademar José Gevaerd, em palestra sobre Agroglifos na 6ª edição do Campus Party Brasil
Mensagens ou fraude?
Os agroglifos não são um assunto muito discutido academicamente, ou seja, poucas instituições de pesquisa voltam a atenção para o fenômeno. Além disso, grandes nomes da ciência no Brasil, como o físico Marcelo Gleiser, já se posicionaram negativamente e não acreditam que esses sinais tenham sido feitos por extraterrestres. Embora tal assunto não seja foco de atenção da ciência, sendo muitas vezes ridicularizado ou renegado por parte dos cientistas, é um ramo intrigante para quem se interessa pelo tema. Acredite ou não, hoje existem publicações específicas, como a revista UFO, e pesquisas sérias sobre o assunto que podem ser facilmente encontradas por uma busca na Internet.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O modelo atômico de Dalton

 
No início do século XIX, o cientista inglês John Dalton elaborou a primeira teoria atômica baseada em dados experimentais.

Podemos resumir sua teoria em 5 postulados:

1) Átomos são partículas muito pequenas, maciças e indivisíveis.
2) Átomos de um mesmo elemento são idênticos em massa e todas as outras propriedades. 3) Diferentes elementos são constituídos de diferentes tipos de átomos.
4) Átomos são indestrutíveis e as reações químicas não passam de reorganizações desses átomos.
5) Em uma combinação química, os átomos unem-se entre si em proporções variáveis, mas conservam suas respectivas massas.

No final do século XIX e início do século XX, a idéia de átomo foi bastante modificada, devido ao surgimento de novos modelos, baseados em experimentos mais sofisticados. Isso, porém, não invalida ou diminui o mérito de Dalton, já que, apesar da simplicidade de seu modelo e de algumas incorreções, o átomo de Dalton foi um importante ponto de partida no campo da estrutura atômica.

A teoria atômica de Dalton explicava de maneira satisfatória as relações ponderais nas transformações químicas, porém o mesmo não se podia dizer em relação à Lei Volumétrica de Gay-Lussac. Consulte as próximas páginas para saber um pouco mais sobre estas leis!



Agora, se você quiser aprender um pouco mais sobre a teoria e o modelo de Dalton, clique na atividade interativa ao lado.
No início do século XIX, o cientista inglês John Dalton elaborou a primeira teoria atômica baseada em dados experimentais.
Esta animação representa a idéia de Dalton: de que a menor partícula da matéria é o átomo.
Podemos resumir sua teoria em 5 postulados:
1) Átomos são partículas muito pequenas, maciças e indivisíveis.
2) Átomos de um mesmo elemento são idênticos em massa e todas as outras propriedades. 3) Diferentes elementos são constituídos de diferentes tipos de átomos.
4) Átomos são indestrutíveis e as reações químicas não passam de reorganizações desses átomos.
5) Em uma combinação química, os átomos unem-se entre si em proporções variáveis, mas conservam suas respectivas massas.
 
 
No final do século XIX e início do século XX, a idéia de átomo foi bastante modificada, devido ao surgimento de novos modelos, baseados em experimentos mais sofisticados. Isso, porém, não invalida ou diminui o mérito de Dalton, já que, apesar da simplicidade de seu modelo e de algumas incorreções, o átomo de Dalton foi um importante ponto de partida no campo da estrutura atômica.
A teoria atômica de Dalton explicava de maneira satisfatória as relações ponderais nas transformações químicas, porém o mesmo não se podia dizer em relação à Lei Volumétrica de Gay-Lussac.
Atividade interativa - Modelo Atômico de Dalton