Sou ideia da filosofia
A minha vinda dependeu da biologia
Dela permaneço, com ajuda da medicina
Por ser humano, envolvo-me com a sociologia
Controlado pela psicologia
As minhas habilidades venhem na pedagogia
Localizo-me na geografia, e
Narrado pela historia
Sou discípulo da ideologia
E dentro das ciências naturais vivo.
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
A Poesia na Aula de Ciências
A Poesia na Aula de Ciências
Exisem relações profundas entre Ciência, Cultura e Arte. No entanto, a discussão integrada dessas dimensões raramente se realiza nas salas de aula. Numa tentativa de motivar esse diálogo, propomos a exploração, em sala de aula, de poemas referentes à Ciência, de forma interligada e em interação com outras disciplinas.
Como um primeiro exemplo de tópicos a ser trabalhado, podemos citar a 'Máquina do Mundo'. Muitos temas relacionados á Astronomia e à visão geocêntrica do século XVI são encontrados na poesia de Camões. Outros poetas da língua portuguesa, como Carlos Drummond de Andrade e Haroldo de Campos, também abordaram esses temas. Reproduziremos abaixo um texto de Rômulo de Carvalho, físico, poeta e divulgador da Ciência que escevia sob o pseudônimo de Antonio Gedeão.
A Máquina do Mundo
Antonio Gedeão
Antonio Gedeão
O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.
A evolução no tempo também permeia o pensamento de artistas e cientistas. Em quase todos os ramos da Ciência, esse conceito é fundamental no entendimento de fenômenos naturais. E na literatura poética universal, o tempo é um dos temas mais recorrentes, pela vinculação óbvia com a vida e a morte. Aqui, um exemplo tirado da obra de Murilo Mendes.
Estudo para um Caos
Murilo Mendes
Murilo Mendes
O último anjo derramou seu cálice no ar.
Os sonhos caem na cabeça do homem,
As crianças são expelidas do ventre materno,
As estrelas se despregam do firmamento,
Uma tocha enorme pega fogo no fogo,
A água dos rios e dos mares jorra cadáveres.
Os vulcões vomitam cometas em furor
E as mil pernas da Grande dançarina
Fazem cair sobre a terra uma chuva de lodo.
Rachou-se o teto do céu em quatro partes:
Instintivamente eu me agarro ao abismo.
Procurei meu rosto, não o achei.
Depois a treva foi ajuntada à própria treva.
Os sonhos caem na cabeça do homem,
As crianças são expelidas do ventre materno,
As estrelas se despregam do firmamento,
Uma tocha enorme pega fogo no fogo,
A água dos rios e dos mares jorra cadáveres.
Os vulcões vomitam cometas em furor
E as mil pernas da Grande dançarina
Fazem cair sobre a terra uma chuva de lodo.
Rachou-se o teto do céu em quatro partes:
Instintivamente eu me agarro ao abismo.
Procurei meu rosto, não o achei.
Depois a treva foi ajuntada à própria treva.
Alguns temas presentes nas obras de escritores contemporâneos são inspirados na Física Moderna. As idéias surgidas no início do Século XX, como as da Física Quântica, levaram a uma profunda revolução na Física. A letra de Gilberto Gil reproduzida abaixo é um exemplo do reflexo dessa revolução na cultura popular.
Quanta
Gilberto Gil
Gilberto Gil
Quanta do latim
Plural de quantum
Quando quase não há
Quantidade que se medir
Qualidade que se expressar
Fragmento infinitésimo
Quase que apenas mental
Quantum granulado no mel
Quantum ondulado do sal.
Mel de urânio, sal de rádio
Qualquer coisa quase ideal
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
Canto de louvor
De amor ao vento
Vento arte do ar
Balançando o corpo da flor
Levando o veleiro pro mar
De pensamento em chamas
Inspiração
Arte de criar o saber
Arte, descoberta, invenção
Teoria em grego quer dizer
O ser em contemplação
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
Sei que a arte é irmão da ciência
Ambas filhas de um Deus fugaz
Que faz num momento e no mesmo momento desfaz.
Plural de quantum
Quando quase não há
Quantidade que se medir
Qualidade que se expressar
Fragmento infinitésimo
Quase que apenas mental
Quantum granulado no mel
Quantum ondulado do sal.
Mel de urânio, sal de rádio
Qualquer coisa quase ideal
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
Canto de louvor
De amor ao vento
Vento arte do ar
Balançando o corpo da flor
Levando o veleiro pro mar
De pensamento em chamas
Inspiração
Arte de criar o saber
Arte, descoberta, invenção
Teoria em grego quer dizer
O ser em contemplação
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
Sei que a arte é irmão da ciência
Ambas filhas de um Deus fugaz
Que faz num momento e no mesmo momento desfaz.
Na versão integral deste texto, “Poesia na Aula de Ciências?”, Física na Escola, v.3, n.1, Ildeu de Castro Moreira, da UFRJ, cita e comenta diferentes exemplos desses temas e de outros: Os astros; A matéria, A bomba atômica; Caos e fractais; Vida, pensamento e complexidade e Ciência em si.
COSTELAS DO CONHECIMENTO (CIÊNCIAS) Isaac Newton (Poesia)
A Física precisa
da alavanca
a alavanca é continuidade
a Ciência Humana é a constatação
de que a Manhã sempre se seguiria à Tarde. Mas há outra
/ Manhã
ela brilha na Noite
pelas vias não intermediárias
abre o caminho para um Sorrir
sem distâncias.
( Não que a distância não exista e as mãos
unidas a superá-la, mas
o Universo é um peixe e, mergulhado no Mar :
além das escamas )...
A água ___ essa linha
esculpe a forma
de um traço contínuo
e a tábua do verso, asa no plano
diante da luz
abre as asas ___ mecanismo vivo no engrenado
/ alado de toda a expressão-dimensão
abre-as, totalmente claras
( Vida ?...Diamantina e rara !...)
para voar !...
Assinalo Newton :
a sua mecânica
no rigor das equações em primeiro retrato
falado
à falta da Definitiva Testemunha
a Asa Pura do Olho de Deus...
( As maçãs caem na Bandeja
apesar de tudo
a Bandeja é de Prata
a Bandeja existe
na insustentável leveza do misterioso ouro
do brilho do Ser ___ Visto
nos seus alguns aspectos : formoso !...)...
A água esculpe... esculpe :
é criação !...
Arqui
medes, Galileu
Nicolau Copér
nico : o Copo do Vinho
do Universo...
sempre fulgente pra desafiar a Gente
mais ser, unidos na Poesia e por isso
mais precisos
descentrando umbigos
A ciência é a nossa constatação geométrica
para melhor valorizar
mos
a flor : sua ocorrência
de terra e céu, espelhos
múltiplos que nos e a si
se refletem
na interrogação da luz que nunca deixará
de ser comportamento
pra que sejamos dela o cimento
construtor, ligando-unindo a mecânica celeste terrestre
pelo Amor,
___(sua multidão de fluidos !...)...___
Newton fez um risco na terra...
Einstein, outro...
E Cordas___ que esperam !...___ (talvez ) soarão
na Lira de uma Geometria do Olho Humano nu
aguardando que do céu surjam as Vestes...
O Leste sempre aponta para o Poente do Nascer.
Ser na Luz como uma vibração
de Coração à procura da Alma,
a Geometria que alimenta a lógica das formas
como a imagem de uma translinguagem
que diz ___ sempre dirá ___ a Imagem do
Mundo em Nós ___ Quem sabe se
mestiço como um sabiá
no verde ramo de A Árvore
rumo nosso e
claro d'alma de Sol
sendo cristal ?...
Tudo é um problema Cosmológico-Filosófico.
A Vida se solidifica em alavancas materiais e os
/ nossos dela conhecimentos
Ou é a agudeza dos fins na eternidade ?..
Nisso se debruça toda a inquietação física atual
toldada em luminosas nuvens de equações
( mas com luz opaca o que
aumenta
o Mistério do Teatro )
E talvez ___como diria o Poeta : a ciência, a verdadeira
/ ciência,
___caminho entre fios de arco-íris___
precise "de testemunhas...não de curiosos!..."
Como os ossos estão para a Costela,
falando do Posso !...
a alavanca é continuidade
a Ciência Humana é a constatação
de que a Manhã sempre se seguiria à Tarde. Mas há outra
/ Manhã
ela brilha na Noite
pelas vias não intermediárias
abre o caminho para um Sorrir
sem distâncias.
( Não que a distância não exista e as mãos
unidas a superá-la, mas
o Universo é um peixe e, mergulhado no Mar :
além das escamas )...
A água ___ essa linha
esculpe a forma
de um traço contínuo
e a tábua do verso, asa no plano
diante da luz
abre as asas ___ mecanismo vivo no engrenado
/ alado de toda a expressão-dimensão
abre-as, totalmente claras
( Vida ?...Diamantina e rara !...)
para voar !...
Assinalo Newton :
a sua mecânica
no rigor das equações em primeiro retrato
falado
à falta da Definitiva Testemunha
a Asa Pura do Olho de Deus...
( As maçãs caem na Bandeja
apesar de tudo
a Bandeja é de Prata
a Bandeja existe
na insustentável leveza do misterioso ouro
do brilho do Ser ___ Visto
nos seus alguns aspectos : formoso !...)...
A água esculpe... esculpe :
é criação !...
Arqui
medes, Galileu
Nicolau Copér
nico : o Copo do Vinho
do Universo...
sempre fulgente pra desafiar a Gente
mais ser, unidos na Poesia e por isso
mais precisos
descentrando umbigos
A ciência é a nossa constatação geométrica
para melhor valorizar
mos
a flor : sua ocorrência
de terra e céu, espelhos
múltiplos que nos e a si
se refletem
na interrogação da luz que nunca deixará
de ser comportamento
pra que sejamos dela o cimento
construtor, ligando-unindo a mecânica celeste terrestre
pelo Amor,
___(sua multidão de fluidos !...)...___
Newton fez um risco na terra...
Einstein, outro...
E Cordas___ que esperam !...___ (talvez ) soarão
na Lira de uma Geometria do Olho Humano nu
aguardando que do céu surjam as Vestes...
O Leste sempre aponta para o Poente do Nascer.
Ser na Luz como uma vibração
de Coração à procura da Alma,
a Geometria que alimenta a lógica das formas
como a imagem de uma translinguagem
que diz ___ sempre dirá ___ a Imagem do
Mundo em Nós ___ Quem sabe se
mestiço como um sabiá
no verde ramo de A Árvore
rumo nosso e
claro d'alma de Sol
sendo cristal ?...
Tudo é um problema Cosmológico-Filosófico.
A Vida se solidifica em alavancas materiais e os
/ nossos dela conhecimentos
Ou é a agudeza dos fins na eternidade ?..
Nisso se debruça toda a inquietação física atual
toldada em luminosas nuvens de equações
( mas com luz opaca o que
aumenta
o Mistério do Teatro )
E talvez ___como diria o Poeta : a ciência, a verdadeira
/ ciência,
___caminho entre fios de arco-íris___
precise "de testemunhas...não de curiosos!..."
Como os ossos estão para a Costela,
falando do Posso !...
Assinar:
Postagens (Atom)