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domingo, 3 de agosto de 2014

Conheça a matemática recreativa e o paradoxo da área perdida

ImagemMuitos problemas matemáticos são estudados apenas porque são divertidos
Jogos e charadas deixam o ensino da disciplina mais interessante e atrativo
Quando estamos com uma pilha de lição de casa de matemática para fazer, ou quando aquele assunto novo tratado pelo seu professor parece impossível de entender, podemos nos esquecer de algo muito importante: como a matemática pode ser divertida. E ela pode, sim, ser fonte de diversão. 
Há todo um ramo da matemática voltado para problemas divertidos. Ele é chamado de matemática recreativa, que frequentemente envolve jogos e charadas. Muitos desses problemas têm alguma aplicação mais séria para outros ramos da matemática. Outros são apenas divertidos.
ImagemUm triângulo composto por seis partes
 Vamos conhecer um exemplo de uma charada da matemática recreativa? Ela é chamada de “paradoxo da área perdida”. Observe a imagem ao lado. Temos dois triângulos pequenos, dois triângulos maiores e duas figuras amarelas. Essas figuras se combinam para formar um triângulo grande de base 10 e altura 12.
ImagemRearranjando os componentes do triângulo, fica um espaço em branco no centro
 Imagine que rearranjemos a imagem de modo que os triângulos verdes fiquem em cima, como na imagem ao lado. Note que aconteceu algo muito estranho. Agora há dois quadradinhos no centro que estão em branco. Mas o triângulo resultante também tem base 10 e altura 12. Como isso é possível? De onde veio essa área extra?

Tente encontrar a solução antes de ler o próximo parágrafo.

A resposta é que, na verdade, o triângulo grande formado pelas seis partes não é um triângulo. Os triângulos verde e azul não têm hipotenusas com a mesma inclinação, eles não são triângulos equivalentes. O azul tem base 2 e altura 5, enquanto o verde tem base 3 e altura 7. As medidas dos lados desses triângulos não são proporcionais. Sendo assim, a linha que segue a hipotenusa do triângulo azul e a do verde não é uma linha reta. A consequência é que a área envolvida por essa linha na situação em que o azul está embaixo e o verde em cima é diferente da obtida com o azul em cima e o verde embaixo. A diferença de inclinação é pequena o suficiente para passar despercebida ao olharmos os objetos, mas é grande o suficiente para originar quadrados não preenchidos quando mudamos a configuração dos pedaços envolvidos.
 Gostou? Há muitos outros problemas como esse que são tratados pela matemática recreativa. Pesquise sobre o assunto, pois há muita coisa interessante sendo trabalhada nessa área. O Journal of Recreational Mathematics apresenta novos desenvolvimentos matemáticos nesse tipo de problema. É uma leitura recomendada.

domingo, 4 de maio de 2014

Nó na gravata: 177.147 maneiras de fazer o nó de uma gravata!



Você sabe como dar o nó de uma gravata de mais de uma maneira? Um time de matemáticos suecos apresentaram algumas opções. Em um trabalho recente, eles determinaram que há 177.147 maneiras diferentes de se fazer o nó de uma gravata.
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Os matemáticos vinham se perguntando quantas maneiras existem para se dar o nó em uma gravata
Em 1999, os pesquisadores Yong Mao e Thomas Fink começaram a estudar se havia um número finito de maneiras de se dar o nó em uma gravata e, em caso afirmativo, qual seria esse número. Eles desenvolveram um modelo matemático e chegaram à conclusão de que havia 85 maneiras.
 Já em 2014, o grupo de matemáticos liderado por Mikael Vejdemo-Johansson, do Instituto de tecnologia Real KTH de Estocolmo na Escócia, revisitou o problema e identificou que 85 maneiras era uma estimativa muito baixa.
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Pesquisadores identificaram que há, no total, 177.147 maneiras de se dar o nó em uma gravata
Vejdemo-Johansson notou que no filme Matrix Reloaded havia um nó de gravata que não se encontrava na lista de Mao e Fink. Isso o levou a estudar em mais detalhes o trabalho de Mao e Fink e a determinar que havia diversas possibilidades que não haviam sido levadas em conta. O modelo daqueles impunha algumas restrições como o número máximo de vezes que o tecido da gravata podia ser dobrado. Vejdemo-Johansson viu que se essas restrições fossem reduzidas, ainda seria possível conseguir nós de gravatas plausíveis.
Vejdemo-Johansson e seus colegas ajustaram os parâmetros do modelo de Mao e Fink e fizeram uma nova avaliação quanto ao número de possibilidades. Eles enumeraram os possíveis padrões de dobra e avaliaram as combinações desses padrões para ver quais levavam a nós plausíveis. O resultado encontrado corresponde a 177.147 maneiras de se dar um nó em uma gravata. Quem diria, há tantas possibilidades que mesmo usando um nó diferente a cada dia da sua vida ainda não seria possível experimentar todos eles!
O trabalho foi incluído em fevereiro de 2014 no banco de artigos científicos Arxiv.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Inseto fêmea achado no Brasil tem pênis e penetra macho





  • Neotrogla fêma: o órgão erétil feminino é inserido no macho para sugar esperma e comida
    Neotrogla fêma: o órgão erétil feminino é inserido no macho para sugar esperma e comida
Cientistas japoneses afirmam ter descoberto no Brasil um inseto fêmea com pênis. Esta é a primeira vez que especialistas identificaram um animal do sexo feminino que também carrega o órgão masculino.

Já os machos possuem aberturas como vaginas e são penetrados pela fêmea, que suga esperma e alimento (fluidos seminais nutritivos).

O acasalamento dura de 40 a 70 horas, os pesquisadores relatam na revista Current Biology.

"Apesar da inversão do papel sexual já ter sido identificada em vários animais diferentes, o Neotrogla é o único exemplo em que o órgão sexual também é trocado", disse o principal autor do estudo, Kazunori Yoshizawa, da Universidade de Hokkaido, no Japão.

Os insetos - de quatro espécies distintas do gênero Neotrogla - foram encontrados em cavernas no leste do Brasil, em Minas Gerais, Bahia e Tocantins. O pênis da fêmea foi apelidado de "gynosome".
Uma vez dentro de um macho, a parte membranosa do gynosome infla e, com inúmeros espinhos, mantêm os dois insetos grudados.

Quando os pesquisadores tentaram separar o macho da fêmea, o abdômen dele foi arrancado do tórax sem quebrar o acoplamento genital.
A inversão incomum de papéis pode ter sido impulsionada pelo ambiente pobre de recursos em que os animais vivem, especulam os pesquisadores. Neste caso, a fêmea aproveita o acasalamento também para se alimentar.
Esses insetos curiosos oferecem novas oportunidades para testar ideias sobre seleção sexual, conflito entre os sexos, e a evolução dessa novidade.

"Será importante desvendar por que, entre tantos animais com papéis sexuais invertidos, apenas os insetos Neotrogla desenvolveram um pênis feminino elaborado", disse Yoshitaka Kamimura, da Universidade de Keio, no Japão.

A primeira tarefa dos cientistas agora será estabelecer uma população saudável desses insetos em laboratório.

sábado, 10 de agosto de 2013

Chuva de meteoros iluminará os céus no começo da semana

 

Os amantes das estrelas serão contemplados com um verdadeiro show de bolas de fogo no começo da semana que vem, quando a Terra passar por um cinturão de fragmentos de cometa denominado Perseidas, garantem astrônomos internacionais.

A chuva de meteoros anual, apelidada de "lágrimas de São Lourenço" em homenagem a um santo cristão martirizado, deve alcançar seu ápice nas primeiras horas de segunda (12) e terça-feira (13) com uma enxurrada de 60 a 100 estrelas por hora.

 
Em imagem feita com longa exposição - em que o obturador permanece bastante tempo aberto, registrando objetos pouco luminosos - meteoro brilha ao entrar na atmosfera terrestre, visto da vila de Fanos, na Grécia, na madrugada deste sábado (10). O evento faz parte da chuva de meteoro Perseidas, e ocorrem todo ano, com pico entre 9 e 14 de agosto, relacionada ao cometa Swift-Tuttle Petros Giannakouris/AP
 
Elas estarão visíveis em grande parte do globo, mas serão apreciadas com maior clareza no hemisfério norte, graças a uma Lua Crescente que se esconderá cedo, deixando o céu como uma tela escura para dar mais destaque ao espetáculo de fogos de artifício celestiais.

Com um céu sem nuvens, o melhor momento para observar o fenômeno será horas antes do nascer do sol na segunda e na terça, explicou à AFP o diretor do departamento especializado em meteoroides (pequenos meteoros) da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), Bill Cooke.

"Vá para fora, dê de 30 a 45 minutos para que seus olhos se acostumem à escuridão. Deite de costas [em um saco de dormir ou em uma cadeira de praia] e olhe bem para cima: observe o céu tanto quanto puder", recomendou por e-mail.

"Minha experiência é que a maioria das pessoas que se decepciona tentando ver meteoros sai por apenas alguns minutos esperando ver algo. Isso só funcionará com grandes explosões, não com chuvas de meteoros normais. Então, esteja preparado para passar pelo menos um par de horas do lado de fora; não espere ver muitos antes da meia-noite", acrescentou.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), as Perseidas são fragmentos rochosos do tamanho de um grão de areia ou uma ervilha, ejetados do cometa Swift-Tuttle, que está se desintegrando lentamente em sua órbita em torno do Sol.

Com o passar dos séculos, seus restos se espalharam ao longo da órbita do cometa para formar um jato de partículas com centenas de milhões de quilômetros de extensão. A trajetória terrestre em torno do Sol cruza com este jato luminoso todos os anos em meados de agosto.

As partículas, denominadas meteoroides, atingem a atmosfera do nosso planeta a cerca de 60 km/segundo, cada uma incendiando-se em um traço branco de ar superaquecido. Segundo Cooke, a chuva de meteoros das Perseidas produz mais bolas de fogo do que qualquer outra.

Elas ganharam este nome por causa da constelação de Perseu, de onde parecem se disseminar, e são vistas há cerca de 2.000 anos, sendo que as primeiras observações foram registradas na China.

São Lourenço foi um diácono do início do Cristianismo, que foi torturado e morto pelos romanos em 258 d.C. O dia santo dedicado a ele, 10 de agosto, coincide com a formação das Perseidas.

Conta a lenda que São Lourenço foi martirizado em uma grelha de ferro colocada sobre o fogo e que teria dito a seus torturadores: "Podem me virar. Estou cozido deste lado!" Ele é o santo padroeiro dos cozinheiros.

sábado, 29 de junho de 2013

Os vários tons do gozo e do prazer

Os vários tons do gozo e do prazer
Freud reconhece que há algo para "além do prazer", que seria exatamente aquilo que nomeou de pulsão de morte, tendo a compulsão à repetição como uma de suas principais expressões para a construção do conceito de gozo por Lacan

Acrescento que a oposição entre o prazer e o gozo é essencial. O princípio do prazer aparece, de algum modo, como uma barreira natural ao gozo e, portanto, a oposição se estabelece entre a homeostase do prazer e os excessos constitutivos do gozo (Miller, 2012, p. 14)
 
Temos observado na atualidade um tipo de exigência de satisfação irrestrita, que reflete bem a tônica da nossa chamada “sociedade do consumo” contemporânea, ou “sociedade do excesso”. O “supérfluo”, o “descartável”, o “excesso” e o “ilimitado” são marcas características da nossa cultura. Ipod, Ipad e Iphones 1, 2, 3 e 4 ilustram bem o que queremos dizer. O equivalente desse fenômeno cultural tão atual, pensado a partir da teoria e da clínica psicanalíticas, nos remete ao conceito de “gozo”, teorizado pelo psicanalista francês Jacques Lacan a partir, pasmem, do final da década de 1950.
“Goze!” Sim, segundo Lacan, é isso o que ouvimos, tanto externamente (voz da cultura) quanto internamente (voz do supereu). Não amanhã, não daqui a pouco, não parcialmente, mas sim aqui, agora e integralmente, até o limite (ou além). O que importa é o prazer imediato e ilimitado, sem contenção e sem barreira. O que se busca é gozar a qualquer preço. “Por que resistir às tentações?”, pergunta um cartaz afixado em um restaurante a quilo no centro da cidade. “Pecado é tentar resistir...”, afirma uma faixa na entrada de uma loja de doces. Ou seja, “goze!”.
Para o Marquês de Sade, o gozo se trata apenas de usufruto, e não de propriedade. Para ele, apesar de não haver o direito de propriedade sobre o corpo, há o direito usufruí-lo, durante o tempo que isso lhe der prazer
É como se hoje em dia o gozo estivesse levando vantagem sobre o prazer. O triunfo do gozo sobre o prazer: podemos inferir que está aí uma das possíveis razões por trás do estrondoso sucesso da trilogia erótica 50 tons, também conhecido como “o pornô das mamães”. O primeiro volume de 50 tons de cinza passou de 10 milhões de livros vendidos nas seis primeiras semanas do lançamento. A narrativa descreve, em ricos detalhes, as aventuras eróticas de uma jovem estudante de 21 anos, com um magnata sedutor mais velho. Como se não bastasse para cativar os leitores, dois ingredientes picantes especiais são adicionados neste relacionamento: ela é virgem e ele adepto de práticas sadomasoquistas. Tendo êxito em mesclar, tão bem, a inocência da moça virgem com a perversão do rapaz sadomasoquista, a autora consegue exercer um verdadeiro fascínio em seus leitores, principalmente da ala feminina. Sem nos estender muito nessa questão, que não é foco deste artigo, uma das explicações possíveis para a predominância das mulheres dentre os leitores deste romance, em nossa opinião, diz respeito mais a certas características do feminino que as levam a preferir algo mais sutil e discreto, quando o assunto é pornografia, do que qualquer outra coisa.
• Precursor do sadismo •Marquês de Sade foi um aristocrata francês e escritor libertino. Muitas das suas obras foram escritas enquanto estava na Prisão da Bastilha, encarcerado diversas vezes, inclusive por Napoleão Bonaparte. De seu nome surge o termo médico sadismo, que define a perversão sexual de ter prazer na dor física ou moral do parceiro ou parceiros. Foi perseguido tanto pela monarquia (Antigo Regime) como pelos revolucionários vitoriosos de 1789 e depois por Napoleão.
O empuxo ao gozo na atualidade é forte e cada um se vira como pode. Parecendo captar bem esse fenômeno cultural, a autora do best-seller aborda, com linguagem simples e acessível, um relacionamento recheado de práticas sadomasoquistas, conduzindo seus leitores, de forma sutil, quase imperceptível, ao fascinante campo do gozo, do proibido e da transgressão. As práticas sadomasoquistas, para a Psicanálise, pertencem ao campo das perversões e do gozo. Isso, sem dúvida, exerce forte atração, principalmente naquelas mulheres acostumadas com a rotina, com o prazer limitado, com o “socialmente aceito” e o “politicamente correto”. Mais de 20 orgasmos em apenas três semanas é o que experimenta a jovem protagonista do livro. Esta é a contabilidade do gozo em 50 tons de cinza. Quem não se interessaria?
Em seu uso cotidiano, o termo gozo reveste-se, principalmente, de uma dimensão jurídica e outra sexual. No vocabulário jurídico remete à noção de usufruto, ou seja, ao direito de gozar de um bem, gozar de férias etc. Essa conotação jurídica do termo gozo opõe claramente gozo e propriedade. Oposição esta que o Marquês de Sade reforça quando afirma “tenho o direito a gozar do teu corpo”, porém “somente durante o tempo que isso me der prazer”, ou seja, trata-se apenas do gozo e não da propriedade do corpo. Em sua conotação sexual, gozo e gozar tornam-se sinônimos de prazer, mais especificamente da expressão máxima do prazer sexual. Não por acaso, o psicanalista francês Jacques Lacan escolheu o termo “gozo” (jouissance, em francês), palavra que possui conotação sexual, tanto em português quanto em francês, para nomear o conceito psicanalítico que inventara. Para ilustrar a importância do caráter sexual do gozo lacaniano, o termo jouissance foi utilizado sem tradução na maioria das edições inglesas da obra de Lacan. Isso se deve ao fato de não haver, na língua inglesa, um significante capaz de expressar tal aspecto sexual do conceito psicanalítico de gozo. A palavra inglesa que mais se aproximaria seria enjoyment. Como contribuição psicanalítica à língua inglesa, o termo jouissance passou a figurar no tradicional dicionário Oxford.

Jacques Lacan escolheu o termo “gozo”, palavra que possui conotação sexual, para nomear o conceito psicanalítico que inventara
 
O princípio de prazer é um dos dois princípios do funcionamento mental apresentados por Freud em seus escritos metapsicológicos (o outro é o princípio de realidade), sendo caracterizado, resumidamente, pela evitação da dor, do desprazer, e a busca pelo prazer, visando manter a excitação do aparelho psíquico no menor nível funcional possível. Prazer, para Freud, está relacionado à diminuição da quantidade de excitação no psiquismo, enquanto que o desprazer adviria do aumento desta quantidade.
Arte de transgredir Segundo Lacan, o conceito de gozo remete à ideia de um excesso, de uma transgressão (da lei), de um “ir além dos limites” ou “além do prazer”, como preferiu Freud ao dar título ao seu texto de 1920, “Além do princípio de prazer”. Este é considerado um divisor de águas na teoria psicanalítica que, até então, considerava o “princípio de prazer” como princípio regulador do aparelho psíquico, o qual conduziria o indivíduo à busca pelo prazer e à evitação da dor. A partir da publicação deste trabalho, Freud reconhece que há algo para “além do prazer”, que seria exatamente aquilo que nomeou de pulsão de morte, tendo a compulsão à repetição como uma de suas principais expressões.
O princípio de prazer, segundo Freud, é caracterizado, resumidamente, pela evitação da dor, do desprazer, e a busca pelo prazer, mantendo a excitação do aparelho psíquico no menor nível funcional possível
Pode-se dizer que a pulsão de morte e a compulsão à repetição representam as principais bases teóricas referenciais na obra de Freud que serviram de matéria- prima para a construção do conceito de gozo por Lacan. O gozo, portanto, é aquilo que está para além do princípio de prazer, que é da ordem do excesso, da transgressão, e que, segundo Lacan, é causa de sofrimento.
Fazendo coro à importância do tema em questão, tanto na teoria como na clínica, a psicanalista Ana Maria Rudge, em seu artigo “Pulsão de morte como efeito de supereu” (2006, p. 79), diz que a questão da constituição desta força que empurra o homem para a dor e para o sofrimento constitui o tema central na obra freudiana. “Pela irresistível atração pelo sofrimento que as caracteriza, essas manifestações clínicas foram o estopim para a maior reformulação da teoria freudiana, aquela que introduziu a segunda tópica e, no seio da nova teoria pulsional, a pulsão de morte, noção tão ambígua, controvertida e com frequência recusada, explicitamente ou não, por tantos psicanalistas.”
Para nos auxiliar na compreensão deste conceito-chave da obra lacaniana, o gozo, vejamos como este se relaciona com o princípio de prazer de Freud.
Fronteiras do prazer Pode-se dizer que o princípio de prazer funcionaria como uma espécie de limite ao gozo. De acordo com o princípio de prazer, o sujeito deveria “gozar apenas o possível”, para que não adviesse o desprazer. Sendo o conflito psíquico a base da teoria freudiana, e considerando- -se a impossibilidade de compatibilidade harmoniosa entre pulsão e cultura, o sujeito insistentemente almeja transgredir as proibições impostas ao seu gozo para ir “além do princípio de prazer”. Entretanto, o resultado desta transgressão ao princípio de prazer não é mais prazer, senão dor, pois o que é prazer por um lado, por outro é desprazer. Além deste limite, o prazer é acompanhado de dor, e este “prazer dolorido” é o que Lacan nomeou de gozo. Serge Cott et (1989, p. 21) coloca a questão da seguinte forma: “(...) há uma zona do prazer que é perigosa, essa zona que tende a ir para o gozo e que o princípio do prazer bloqueia”.
Por Arthur Figer

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Lá vem ele, preparem-se: Objeto gigante do tamanho de Júpiter é fotografado ao lado do sol.

 
Um objeto esférico do tamanho de Júpiter foi detectado e fotografado pelo Helioviewer.org em 17 e 18 de Junho.
A imagem vem à vista e é claramente esférica e tem o tamanho de Júpiter, que é de cerca de 86.881 milhas de diâmetro.

Por muitos anos tem havido especulação sobre a existência de uma estrela escura que seria irmã do nosso próprio sol - fazendo do nosso sistema solar um sistema binário de estrelas . De acordo com a Wikipedia; Estima-se que cerca de 1/3 dos sistemas estelares na Via Láctea são binárias ou múltiplas, sendo os restantes 2/3 consistindo de estrelas individuais. 
Helioviewer.org tem um visualizador online que pode ser programado para exibir praticamente qualquer hora que você selecionar. Imagens e filmes podem ser criados através da interface online. Helioviewer O Projeto tem um Blog Tutorial on-line que é muito útil para começar.
Algumas informações da Wikipedia em Júpiter. o nosso Sol e nosso sistema solar segue.Jupiter é o quinto planeta a partir do Sol e o maior planeta do Sistema Solar . É um gigante gasoso com massa um milésimo do que o Sol, mas é duas vezes e meia a massa de todos os outros planetas do Sistema Solar juntos. Júpiter é classificado como um gigante gasoso junto com Saturno , Urano e Netuno . Juntos, esses quatro planetas são por vezes referido como os planetas jupiterianos ou exterior
O Sol é a estrela no centro do Sistema Solar . É quase perfeitamente esférica e é composto por plasma quente entrelaçada com campos magnéticos. Tem um diâmetro de cerca de 1392684 km (865.374 milhas),  cerca de 109 vezes maior que a Terra, e sua massa (cerca de 2 × 10kg (2 × 10 toneladas), 330.000 vezes a da Terra) é responsável por cerca de 99,86% da massa total do Sistema Solar. uimicamente, cerca de três quartos da massa do Sol é composta por hidrogênio , enquanto o resto é principalmente de hélio . O restante (1,69%, o que equivale a 5628, no entanto vezes a massa da Terra) é composto de elementos mais pesados, como oxigênio , carbono , neon e ferro , entre outros.
O Sistema Solar é constituído pelo Sol e de seu sistema planetário por oito planetas , suas luas e outros objetos não-estelares. Ele formou 4,6 bilhões de anos a partir do colapso gravitacional de uma gigante nuvem molecular . A grande maioria do sistema de massa é ao Sol, com a maioria da restante massa contida Júpiter . Os quatro menores planetas interiores, Mercúrio , Vênus , Terra e Marte , também chamada de planetas terrestres , são compostas principalmente de rock e metal. 
 
 por Avalon Intellihub.com 21 de junho de 2013

Aquecimento global? Segundo cientistas russos, há um esfriamento global a caminho

Em boa parte dos EUA, abril foi um mês excepcionalmente frio. Também houve níveis recorde de neve entre os estados de Minnesota e Colorado durante o mês.
Cientistas russos afirmam que a Terra pode estar a caminho de um período de esfriamento global que pode durar de 200 a 250 anos.
A rádio Voz da Rússia informou que essa convicção vem de cientistas de um observatório em São Petersburgo.
Segundo eles, o sol esta entrando em um ciclo menos ativo que irá afetar diferentes aspectos do clima na Terra, e com o tempo poderia levar a temperaturas médias mais baixas.
Joe Bastardi, meteorologista chefe da WeatherBell, acredita que o esfriamento já está ocorrendo.
“Certamente iremos continuar a tendência de esfriamento global que começou 4 anos atrás”, declarou.
Mas o que aconteceu com o aquecimento global?  Nos últimos anos, ele simplesmente não está acontecendo, ou com certeza não como havia sido previsto. Cientistas arriscam hipóteses.
Alguns especulam que os oceanos estão absorvendo a temperatura extra ou outros fatores naturais. Outros dizem que o clima é mais complicado do que alguns cientistas pensavam.
Outros ainda acreditam que o aquecimento global antrópico simplesmente não é a ameaça que alguns nos alertaram que era.
E se o esfriamento global realmente for a próxima tendência do clima? Bastardi afirma que “é muito pior que o aquecimento global” porque, entre outras coisas, é muito mais difícil para as plantações crescerem quando está mais frio.
“As implicações do clima mais frio são muito piores. Pense nisto: mais pessoas moram perto do Equador do que dos polos”, explica.
Se Bastardi e outros especialistas estiverem certos, empacote-se, porque invernos mais frios podem estar a caminho nos próximos anos.
O aumento da temperatura desacelerou por volta do ano 2000. Alguns especialistas dizem que sua confiança na ciência climática diminuiu devido a todas as incertezas.
Caitlin Burke e Efrem Graham, CBN News

Imagem de UFO é capturada sobre um castelo medieval holandês

Em menos de um piscar de olhos, um objeto voador estranho foi fotografado por acaso sob o castelo medieval  Muiderslot em Amsterdã, na Holanda.

Corinne Federer, que no final de maio foi visitar o forte, decidiu tirar algumas fotos do castelo usando o formato de alta faixa dinâmica (HDR) em sua câmera sem suspeitar que na foto 'estava posando' um objeto voador não identificado , informa o jornal americano "The Huffington Post".

O UFO só pode ser visível quando Federer revisou as imagens de formato (HDR), técnica que permite que todas as áreas da imagem são perfeitamente expostas, e ficou surpreso ao ver que em uma série de cinco fotos apareceu algo incomum.
"Era um objeto que tinha um spoiler tubular em forma de S. Nós não ouvimos nada, tudo estava quieto para que você possa pensar algo como um míssil", disse Federer citado pelo The Huffington Post.

Intrigado por estas declarações e fotografias, o jornal decidiu ver um ex-especialista do FBI em análise de vídeos e fotografias de fenômenos paranormais.

"Depois de analisar os arquivos raw [imagem em formato inalterado], não encontramos nenhuma indicação explícita de que as imagens foram posteriormente manipuladas", disseram eles.

Superlua 30% mais brilhante apareceu no céu neste domingo

 

Lua cheia aparece atrás da Fortaleza de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo, na Rússia. O fenômeno da superlua, quando o satélite deve ficar 13,5% mais próximo da Terra e 30% mais brilhante, atingiu seu auge neste domingo. Alexander Demianchuk/Reuters
Neste domingo (23), a Lua se encontrou no ponto mais perto da Terra, chamado de perigeu. Além disso, ela também está na fase cheia, por isso teremos a superlua. O satélite do nosso planeta aparenta estar 14% maior e 30% mais brilhante.
Apesar de a aproximação máxima ocorrer as 11h11, Gustavo Lanfranchi, professor do curso de mestrado em astrofísica da Universidade Cruzeiro do Sul, explica que o melhor momento para ver a superlua é na hora que o dia escurecer.
"Com a Lua no horizonte, ao leste, é mais fácil para comparar seu tamanho."
A maior aproximação se repete a cada 29 dias, mas este fenômeno só é registrado em 14 meses, quando a Lua está cheia. A órbita do satélite ao redor da Terra é elíptica.
Assim, há um ponto da órbita mais distante (apogeu) e um mais próximo (perigeu), aproximadamente 50 mil km mais perto. No dia 23, ela estará a 356.989 km de distância.
O último eclipse solar total foi presenciado por milhares de pessoas na Austrália, em novembro de 2012. O fenômeno ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, deixando algumas regiões do planeta no escuro por alguns minutos Greg Wood/AFP

quarta-feira, 19 de junho de 2013

AGROGLIFO


Um agroglifo é uma zona num campo de trigo ou de outros cereais semelhantes, onde certas espigas foram achatadas para formar diversas formas geométricas, algumas em 3 dimensões e outras em 2. Estas formas vão desde um círculo simples com alguns metros de diâmetro a uma composição de varias centenas de metros com numerosas secções de desenhos.
A explicação da formação destas figuras é muito controversa. A explicação mais simples, a defendida pelos cepticismo cientifico, é uma acção humana deliberada: os agroglifos são uma produção artística humana. Neste contexto, o método de realização utiliza um ou dois planos sobre papel e abaixam os caules com cordas, estacas ou tábuas. Muitos agroglifos foram produzidos seguindo estes procedimentos, provando a sua viabilidade. Mas existem outras correntes com explicações que asseguram que a origem seria devido a OVNIS ou a manifestações de energia.
Os primeiros agroglifos apareceram no Sul de Inglaterra (Hampshire, Wiltshire) pelos anos 70. Enquanto o tempo passava, mais agroglifos apareciam, e ficaram cada vez mais complexos: os primeiros eram simples discos, e depois os dos anos 90 estavam muito elaborados: mensagens, sinais, desenhos de objectos manufacturados, … Todas estas transformações surgiram claramente porque o papel dos artigos de jornais e as reportagens televisivas sobre o assunto se multiplicavam até ao final dos anos 80, o que foi importante para a criação deste fenómeno.
Agroglifos
Certas pessoas consideram que os agroglifos, ou pelo menos alguns deles não podem ser fabricações humanas. E o seu
argumento é que os adereços mais complexos não podiam, pelo seu ponto de vista, ter sido realizados de modo secreto e em apenas uma noite, por um grupo simples, mesmo organizados. Alias, certos restos causados pelas radiações seriam muito difíceis de reproduzir. E mais, argumentam que em alguns dos agroglifos mais famosos, as plantas sofreram modificações estranhas: Em algumas as sementes germinaram cinco vezes mais rapidamente que o normal e outras plantas ficaram estéreis.
Os defensores da teoria de que a origem dos agroglifos é extraterrestre é que encontraram modificações estruturais profundas nalgumas das plantas cortadas (não foram dobradas simplesmente) e que germinaram sementes extraídas delas. Também estabeleceram uma aproximação com as obras encontradas na América do Sul sobre as terras das civilizações pré-colombianas. Estas obras apenas são uma espécie de pista no chão, graças à disposição de pedras. Certos cientistas dizem que é uma pista de aterragem para extraterrestres. São apenas hipóteses mas alguns desses desenhos foram permanecendo ao longo do tempo e são visíveis actualmente.

domingo, 16 de junho de 2013

Extraterrestres, agroglifos e seus mistérios - De onde viemos e para onde fugiremos

Nenhuma das obras primas que surgem nas lavouras de cereais pelo mundo afora foram registradas até agora, neste ano.
Os estudiosos e especialistas nos 'crop circles', os agroglifos ou círculos ingleses já estão aguardando a temporada 2013.
Na Inglaterra, visitando alguns sites que só tratam desse assunto, os pesquisadores apontam para o início das atividades nas imensas lavouras inglesas para o mês de abril.
O fenômeno é registrado intensamente desde o princípio dos anos 70 e 80, mas sua origem remonta a informações publicadas num jornal, supostamente do século XVII, que  tratava do mistério dos círculos.
Os misteriosos círculos nas plantações inglesas começaram a aparecer em 1647, mas só foram amplamente relatados em 1972.
Diante das evidências e do fato de sempre o 'ser humano' provar que foi ele o autor, onde quer que a formação apareça, digo que chegará o dia em que os habitantes do planeta  terra serão verdadeiramente surpreendidos com a verdadeira história sobre as formas.
De que adianta provar que foi um ET de Órion ou das Plêiades, ou ainda se foi alto e baixxo, gordo ou magro, se através do livre arbítrio que reina neste nosso mundo, a maioria das pessoas já tem uma idéia formada e não aceita a informação que não é proveniente deste mundo.
Os agroglifos são representações geométricas e aparecem em diversas formas, sejam retangulares, quadradas, espirais, triangulares desafiam a todos, a ciência inclusive que se cala diante do que lhe aparece nas plantações seja de trigo ou outro cereal.
Já passou o tempo de explicar do porque só no trigo aqui no Brasil, porque não aparece em bananeira? Se aparecesse 'entortando' árvores alguém duvidaria e perguntaria porque não aparece no trigo?
No que vejo é que no trigo, uma planta muito sensível a qualquer toque e principalmente, o tempo utilizado para que o agroglifo seja 'confeccionado'. É tudo instantâneo.
Já foi proposto que, durante o dia mesmo, quem quer que seja, faça uma formação idêntica aquelas que apareceram em Ipuaçu, como é o nosso caso aqui no Brasil.
Até hoje, em sã consciência ninguém aceitou o desafio. E o detalhe, não precisa ser a noite, o que tornaria o processo mais fácil.
O que deveríamos ter em mente, de forma tranquila é que exxiste sim vida fora do nosso planeta, vida inteligente e não da forma como querem que vejamos ou aceitemos. Aqueles monstros de filmes aos quais pilotam naves com um potência incrível e quase sempre de destruição.
O que querem com os agroglifos?
O que querem com as naves?
O que querem?
O que querem?
Poderia escrever que querem vir aqui e roubar tudo que é nosso, nossos carros, ouro, petróleo, comida, ou outras riquezas materiais...
Assim pensa a humanidade.
Na verdade o que querem com os agroglifos é nos mostrar que devemos buscar entender nossa missão aqui neste mundo. Que através dos simples recados que deixam nas lavouras nos mostram que nossa tecnologia considerada evoluidíssima está a mercê do que os entendidos podem dizer. Não captamos sinal algum com radares, imagens ou nossos satélites de algum objeto nos locais onde os agroglifos aparecem.
As naves com sua tecnologia, principalmente a invisibilidade, estão por aí, no espaço que vemos nuvens, estrelas ou o próprio céu azul, elas estão aqui e ali, Realizam seu trabalho que é efetivamente tentar manter ainda uma certa ordem neste mundo.
Isso se refere a própria presença de Jesus na Terra quando disse que estamos perdoados e que voltaria e cuidaria de todos nós.
Alguém sim cuida de nós. 
O que vemos todos os dias são guerras e indícios de guerras, catástrofes sejam naturais ou provocadas.
Você já parou para refletir em ter um dia sequer de plena paz em algum local deste mundo?
Isso mesmo: 24 horas de pleno sossego sem saber e ver nada, tipo, fechar os olhos a tudo e a todos sabendo que nada de mal está ocorrendo ao nosso redor?
O quer querem de nós é que primeiramente acreditemos que 'ELES", os extraterrestres querem sim nos auxiliar. Mas auxiliar no quê? No njosso crescimento e desenvolvimento espiritual. Acreditar que somos sim vigiados seja por anjos ou irmãos das estrelas que nos olham de perto para que possamos um dia nos aproximar desses seres que se propuseram a trabalhar pelo planeta Terra de forma amorosa sem os interesses que sabemos existem aqui e que só nos trazem dor e nos levam a lugar algum.
Se algo vier a ocorrer, uma catástrofe em nossa cidade por exemplo, pergunto: Para onde vou me refugiar? Para onde correr? Voar???
Já pensou nessa possibilidade? 
Hoje, sair deste mundo, desta vida pelo que se entende só ficando aqui mesmo. Não poderia tentar me refugiar ou esconder no Japão, por exemplo, de lá teria que sair para outro lugar, mas aqui neste planeta. Pode ser uma ilha, um pequena cidade, enfim, mas sair daqui, pegando um avião, uma nave, essa possibilidade não existe ainda.
Aguardamos demais a boa vontade de quem poderia construir naves para levar milhões e visitar nossos vizinhos do espaço. Mas enquanto os interesses do homem que na grande maioria das vezes conquista seus espaços através de invasões armadas, o que esperar?
Então, os simples agroglifos aparecem para nos dizer: Terráqueos, vocês não estão sós. Estamos mais próximos do que imagineis. Vocês deveriam buscar mais conhecimento sobre o assunto, deixar coisas vãs de lado e seguir um novo caminho, aquele que leva ao entendimento da própria encarnação, da vida e do próprio saber de onde viemos e possivelmente voltaremos.
A vida aqui é feita de um sopro, a qualquer momento podemos ser desligados deste mundo. E daí, para onde vamos?
Um endereço fica, cemitério, mas falo da vida que habitava aquele corpo, aquele que não para que prossegue. Para onde vai?
Será que após o período que nos é permitido ficar aqui voltaremos melhores?
Nada passa ao acaso, Deus, se ele existe mesmo nos dá todo dia a oport
unidade de buscar melhorar e nos aproximar como é no que estamos falando inclusive desses irmãos das estrelas, que vão saber pela vibração, pela energia emanada o que queremos verdadeiramente com eles.
Se houvesse a intenção de nos causar pânico, terror, eles já o teriam feito há muito para dominar o planeta Terra.
Não é esta a intenção.
Reflita se puder e busque seu próprio contato. No silêncio da noite, apesar dos problemas deste mundo, afirmo que eles sabem cada passo que damos aqui e querem sim, da forma possível a eles nos auxiliarem.
Quem acredita sabe e espera, um dia efetivamente conviver em harmonia, sem precisar trancar nada, pois a preocupação que temos é parte deste mundo.
Quem sabe logo possamos ter visitas de 'caras' que estão por aí aguardando só a nossa posição.
Sem medo, sem pânico, tudo na plena paz que tenho certeza, todos buscamos nesta vida.

Ciência e bola no pé

 

Pesquisadores de Campinas colocam matemática e tecnologia a serviço do futebol

Quem disse que ciência e esporte não combinam? O matemático Laércio Vendite e a bióloga Denise Vaz, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas, sabem que os dois combinam sim, e muito bem. Eles lideram estudos que usam a matemática e a tecnologia para melhorar o desempenho dos jogadores de dois times paulistas, Ponte Preta e Mogi Mirim.
Usando dados estatísticos, o time do Ponte Preta monta um plano de estratégias a serem utilizadas em cada jogo (Foto: Guilherme Dorigatti)
Usando dados estatísticos, o time do Ponte Preta monta um plano de estratégias a serem utilizadas em cada jogo (Foto: Guilherme Dorigatti)

A pesquisa de Vendite começou em 1996, quando ele resolveu usar estatísticas para avaliar a atuação da equipe da Ponte Preta – na época, esses estudos eram mais voltados para outros esportes, como vôlei e basquete. O cientista começou, então, a tomar nota de dados sobre passes, cruzamentos e outras jogadas, incluindo o momento e a posição em que elas ocorriam. O objetivo era fazer cálculos matemáticos e estatísticos para descrever o desempenho dos atletas.
Segundo o pesquisador, depois de identificar os padrões de atuação da equipe, é possível aperfeiçoar a ação do time. “Depois de uma partida, nós, junto com a comissão técnica, fazemos um relatório onde se define todos os problemas da equipe durante o jogo. Os treinamentos seguintes são baseados nas tentativas de corrigir esses erros”, explica.
Tecnologia em campo
Se a matemática ajuda o desempenho da Ponte Preta, a tecnologia é aliada do Mogi Mirim. Denise lidera um estudo que usa aparelhos de GPS e um software especial para registrar a movimentação dos jogadores em campo, o que permite avaliar o time e sugerir mudanças estratégicas.
No time do Mogi Mirim, cada jogador carrega consigo um aparelho de GPS, que registra o quanto ele correu e se cansou em campo (Foto: Adaptado de Pano e Papel / Flickr / CC BY 2.0)
No time do Mogi Mirim, cada jogador carrega consigo um aparelho de GPS, que registra o quanto ele correu e se cansou em campo (Foto: Adaptado de Pano e Papel / Flickr / CC BY 2.0)

O aparelho é bem pequeno e fica dentro de um bolso, costurado no calção dos jogadores para não atrapalhar. “Com o GPS, podemos ter uma ideia da distância percorrida por cada jogador durante os jogos, levando em consideração a velocidade do deslocamento”, explica Denise. Ela avalia de maneira especial as ações de alta intensidade, como corridas em alta velocidade, que desgastam mais os jogadores.
Assim, é possível definir o descanso necessário para cada atleta. Por exemplo, ao saber que um jogador titular está mais cansado, o técnico precisa planejar sua recuperação de modo a preparar a equipe para os jogos futuros.
Agora, os torcedores de plantão devem estar se perguntando: os métodos funcionam mesmo? Bem, os dois times foram bem colocados no Campeonato Paulista, mas não foram campeões. Será que a ciência pode ajudá-los a alcançar o título no próximo ano?
Fernanda Távora, estagiária da CHC impressa e online
 

Augusto Comte e o efervescente século XIX

 
Nos dias de hoje, os desdobramentos das ciências se fazem presentes em praticamente todas as esferas da vida humana. É difícil identificar ao menos uma atividade ou área de nossas vidas que, ao longo dos tempos, tenha permanecido totalmente intocada pelas transformações impulsionadas pelas investigações científicas. A alimentação, o transporte, o entretenimento e a reprodução, por exemplo, são apenas algumas das muitas áreas que, de uma forma ou de outra, se fizeram transformar radicalmente pelas ciências. No mundo agrícola, pesquisas têm descoberto espécies mais resistentes a pragas e a condições climáticas adversas. Os veículos vêm se beneficiando cada vez mais da melhoria dos combustíveis e de evoluções aerodinâmicas expressivas. Nos lares, a Internet e os video games revolucionaram a maneira como as pessoas se divertem. Técnicas de fertilização in vitro permitem a casais outrora inférteis conceberem seus próprios filhos. E, uma vez que o óvulo fertilizado fora do corpo humano é implantado no útero materno, seu desenvolvimento pode ser acompanhado por meio de exames de imagem sofisticados desde os primeiros meses de gestação. Atualmente, portanto, a ciência parece ter se tornado onipresente, dando seguimento a uma relação que começou a se intensificar no século XIX.
Nesse século, a ciência dava origem a invenções que impulsionavam uma série de transformações na sociedade. Em 1804, por exemplo, Richard Trevithick inventou a locomotiva a vapor. Um dos mais ilustres passageiros desse revolucionário meio de transporte foi Sigmund Freud, que, no final do mesmo século, escreveu sobre a histeria e se aventurou na interpretação dos sonhos. Poucos anos antes, “A Origem das Espécies”, publicada em 1859 por Charles Darwin, apresentou ao mundo a teoria da evolução. Na mesma década, Heinrich Göbel criou a primeira lâmpada incandescente – patenteada por Thomas Edison na década de 1880. Em 1854, Antonio Meucci criou o telefone. Em 1846, William Morton inventou a anestesia, tão cara para as ciências médicas até os dias de hoje. Quarenta anos mais tarde, William Hesketh Lever inventou outro bem precioso para a saúde humana, o sabonete. E, pouco antes desse profícuo século se encerrar, os irmãos Lumière presentearam o mundo com a fantástica invenção do projetor cinematográfico.

Em meio a essa grande efervescência criativa e antecipando as expressivas descobertas e avanços que estavam por vir, Augusto Comte concluiu que a ciência havia chegado ao seu estado perfeito, o estado positivo. Para o pensador francês, a ciência evoluía seguindo três estágios: o teológico, o metafísico e o positivo.

Comte defendia que, no estado teológico, o ser humano, ao estudar os fenômenos da natureza, os entende como tendo sido produzidos pela ação direta e contínua de agentes sobrenaturais, como os deuses e os demônios, por exemplo. Nesse estado, a arbitrária intervenção desses seres explicaria todas as transformações que ocorrem no universo. O estado metafísico, segundo Comte, seria apenas uma modificação geral do primeiro estado. Nele, os agentes sobrenaturais são substituídos por forças abstratas, como, por exemplo, as noções aristotélicas de causa primeira e de lugar natural. Essas forças abstratas seriam concebidas como verdadeiras entidades sobrenaturais capazes de agir sobre a natureza e produzir os fenômenos que tanto nos fascinam, como, por exemplo, o simples fato de que certos objetos caem quando soltos no ar.

Já no estado positivo, Comte acreditava que a ciência havia superado as primitivas concepções religiosas e filosóficas que caracterizam, respectivamente, os estados teológico e metafísico. Desse modo, a ciência renunciaria à busca pela origem e destino do universo, para se dedicar apenas à descoberta, pelo uso bem combinado do raciocínio e da observação, das leis efetivas dos fenômenos que regem a natureza – caso, por exemplo, das famosas leis de Newton, que descrevem o comportamento de corpos em movimento. Otimista em relação à evolução da ciência, Comte chegou a propor a criação de uma religião ateísta, com cerimônias e rituais próprios e contando até mesmo com um calendário de santos seculares, dentre os quais figuravam nomes como o de Homero, Adam Smith, Aristóteles, Descartes e Shakespeare
Em 1804, Richard Trevithick inventou a locomotiva a vapor
Nos dias de hoje, os desdobramentos das ciências se fazem presentes em praticamente todas as esferas da vida humana. É difícil identificar ao menos uma atividade ou área de nossas vidas que, ao longo dos tempos, tenha permanecido totalmente intocada pelas transformações impulsionadas pelas investigações científicas. A alimentação, o transporte, o entretenimento e a reprodução, por exemplo, são apenas algumas das muitas áreas que, de uma forma ou de outra, se fizeram transformar radicalmente pelas ciências. No mundo agrícola, pesquisas têm descoberto espécies mais resistentes a pragas e a condições climáticas adversas. Os veículos vêm se beneficiando cada vez mais da melhoria dos combustíveis e de evoluções aerodinâmicas expressivas. Nos lares, a Internet e os video games revolucionaram a maneira como as pessoas se divertem. Técnicas de fertilização in vitro permitem a casais outrora inférteis conceberem seus próprios filhos. E, uma vez que o óvulo fertilizado fora do corpo humano é implantado no útero materno, seu desenvolvimento pode ser acompanhado por meio de exames de imagem sofisticados desde os primeiros meses de gestação. Atualmente, portanto, a ciência parece ter se tornado onipresente, dando seguimento a uma relação que começou a se intensificar no século XIX.
 Nesse século, a ciência dava origem a invenções que impulsionavam uma série de transformações na sociedade. Em 1804, por exemplo, Richard Trevithick inventou a locomotiva a vapor. Um dos mais ilustres passageiros desse revolucionário meio de transporte foi Sigmund Freud, que, no final do mesmo século, escreveu sobre a histeria e se aventurou na interpretação dos sonhos. Poucos anos antes, “A Origem das Espécies”, publicada em 1859 por Charles Darwin, apresentou ao mundo a teoria da evolução. Na mesma década, Heinrich Göbel criou a primeira lâmpada incandescente – patenteada por Thomas Edison na década de 1880. Em 1854, Antonio Meucci criou o telefone. Em 1846, William Morton inventou a anestesia, tão cara para as ciências médicas até os dias de hoje. Quarenta anos mais tarde, William Hesketh Lever inventou outro bem precioso para a saúde humana, o sabonete. E, pouco antes desse profícuo século se encerrar, os irmãos Lumière presentearam o mundo com a fantástica invenção do projetor cinematográfico.
Otimista em relação à evolução da ciência, Comte chegou a propor a criação de uma religião ateísta
Em meio a essa grande efervescência criativa e antecipando as expressivas descobertas e avanços que estavam por vir, Augusto Comte concluiu que a ciência havia chegado ao seu estado perfeito, o estado positivo. Para o pensador francês, a ciência evoluía seguindo três estágios: o teológico, o metafísico e o positivo.
Comte defendia que, no estado teológico, o ser humano, ao estudar os fenômenos da natureza, os entende como tendo sido produzidos pela ação direta e contínua de agentes sobrenaturais, como os deuses e os demônios, por exemplo. Nesse estado, a arbitrária intervenção desses seres explicaria todas as transformações que ocorrem no universo. O estado metafísico, segundo Comte, seria apenas uma modificação geral do primeiro estado. Nele, os agentes sobrenaturais são substituídos por forças abstratas, como, por exemplo, as noções aristotélicas de causa primeira e de lugar natural. Essas forças abstratas seriam concebidas como verdadeiras entidades sobrenaturais capazes de agir sobre a natureza e produzir os fenômenos que tanto nos fascinam, como, por exemplo, o simples fato de que certos objetos caem quando soltos no ar.
Já no estado positivo, Comte acreditava que a ciência havia superado as primitivas concepções religiosas e filosóficas que caracterizam, respectivamente, os estados teológico e metafísico. Desse modo, a ciência renunciaria à busca pela origem e destino do universo, para se dedicar apenas à descoberta, pelo uso bem combinado do raciocínio e da observação, das leis efetivas dos fenômenos que regem a natureza – caso, por exemplo, das famosas leis de Newton, que descrevem o comportamento de corpos em movimento. Otimista em relação à evolução da ciência, Comte chegou a propor a criação de uma religião ateísta, com cerimônias e rituais próprios e contando até mesmo com um calendário de santos seculares, dentre os quais figuravam nomes como o de Homero, Adam Smith, Aristóteles, Descartes e Shakespeare.